Development and Validation of Algorithms Employed for Sensor Systems in Robotic Orbital Root Pass Welding of Pipelines
Soldagem & Inspeção. 2015;20(4):391-402
http://dx.doi.org/10.1590/0104-9224/SI2003.08
Artigos Técnicos
Desenvolvimento e Validação de Algoritmos para Emprego de Sensores na
Soldagem Robótica Orbital do Passe de Raiz de Tubulações
Renan Medeiros Kindermann1, Régis Henrique Gonçalves e Silva1, Jair Carlos Dutra1
1
Laboratório de Soldagem – LABSOLDA, Departamento de Engenharia Mecânica, Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC,
Florianópolis, SC, Brasil.
Recebido: 13 Nov., 2015
Aceito: 11 Dez., 2015
E-mail: renan.kindermann@labsolda.
ufsc.br (RMK)
Resumo: Os sistemas comerciais destinados à automação da soldagem orbital enfrentam
desafios perante o controle da trajetória e a parametrização do processo. Os tubos e dutos
do setor de Petróleo e Gás apresentam descontinuidades, advindas de sua fabricação, críticas
para o processo de soldagem. Para superar isto, o presente trabalho investiga a utilização de
sensores para correção em tempo real da soldagem orbital. Um robô antropomórfico atua
na condução da tocha. Um sensor a arco para seguimento de junta e um sensor baseado
no contato elétrico para procura da junta foram empregados. Um programa em forma de
algoritmos para geração de uma trajetória orbital automática e alocação dos parâmetros de
soldagem foi desenvolvido. A validação da estratégia proposta e do controle da tocha pelo
sensor a arco foi realizada com depósitos em corpos de prova de tubos. A soldagem do passe
de raiz com um processo MIG/MAG com controle de corrente no curto-circuito também foi
executada em conjunto com o sensor a arco.
Palavras-chave: Soldagem orbital; Soldagem robótica; Sensor a arco; MIG/MAG CCC.
Development and Validation of Algorithms Employed for Sensor Systems
in Robotic Orbital Root Pass Welding of Pipelines
Abstract: The commercial welding systems for orbital welding automation face challenges
regarding the robot path control and the process parameters. Pipes from oil and gas companies
present discontinuities caused by the manufacturing stage that are critical for the welding
process. To overcome this, the present paper investigates the use of sensors for real time
correction in orbital welding. An anthropomorphous robot guides the torch. A through-arc
sensor for seam tracking and an electrical contact sensor for seam finding were employed.
A program for automatic path planning and welding parameters allocation was developed.
The proposed strategy and the arc sensor torch control were validated based on weld deposits
on pipe. The root pass welding was next performed using a short-circuit control GMAW
process with the arc sensor.
Key-words: Orbital welding; Robotic welding; Through-arc sensor; GMAW CCC.
1. Introdução
As atuais soluções comerciais para automação da soldagem orbital se confrontam
com alguns desafios. A manufatura dos tubos no estágio de preparação causam distorções,
desalinhamentos e ovalizações, que por sua vez refletem em variações na abertura do
chanfro e na posição da junta [1]. Com isto os parâmetros de soldagem e posicionamento
da tocha não podem ser mantidos constantes durante toda a extensão do tubo.
Este estudo apresenta os resultados de um projeto que está sendo conduzido no
laboratório de soldagem da Universidade Federal de Santa Catarina (LABSOLDA) em
parceira com empresas do setor de petróleo e gás. O objetivo principal do projeto é
o desenvolvimento de um robô antropomórfico destinado à soldagem de tubulações.
Este robô será equipado com um sistema de sensoriamento de junta para correção em
tempo real (online) da trajetória e compensação dos parâmetros de soldagem.
Este é um artigo publicado em acesso aberto (Open Access)
sob a licença Creative Commons Attribution Non-Commercial,
que permite uso, distribuição e reprodução em qualquer
meio, sem restrições desde que sem fins comerciais e que o
trabalho original seja corretamente citado.
No início do projeto, a bancada de ensaios no LABSOLDA foi projetada em um
software de simulação offline de trajetória. Entretanto, durante os ensaios de solda na
bancada física, houve dificuldades de programação da trajetória não previstas na etapa
inicial. Como esta era executada ponto a ponto pelo programador, um tempo considerável
era despendido para o correto posicionamento da tocha na junta. Uma segunda etapa
Kindermann et al.
do projeto foi, então, o desenvolvimento de um programa para soldagem orbital, de modo a tornar o processo
mais automático e considerando a utilização de sensores.
O foco central do projeto é a utilização do sensor LASER como ferramenta de medição da junta. Entretanto,
há tanto na literatura comum como nas indústrias, uma incerteza quanto à escolha do sensor mais adequado.
Existe uma gama considerável de soluções de sensores para a soldagem a arco [2]. As patentes e publicações
científicas nesta área de aplicação mostram que sensores LASER e sensores a arco baseado na corrente de solda
estão substituindo antigos sistemas [3].
Sensores LASER possuem em geral maior precisão e fornecem também informações a respeito da geometria
da junta. Em contrapartida, são mais caros e precisam ser montados diretamente na tocha, reduzindo o espaço
de trabalho do robô. Além disto, a própria luz do arco pode interferir na análise da imagem. Sensores a arco, pelo
contrário, são mais baratos, só que mais imprecisos e precisam necessariamente de um tecimento (oscilação da
tocha), dado seu principio de funcionamento. Soma-se a isto, sua inerente dependência pela estabilidade do
processo (em função da qualidade do sinal da corrente de solda).
Dado que instalado no robô deste trabalho (um Motoman HP20D) havia um módulo para seguimento e procura
de junta, a validação do programa para soldagem orbital ocorreu incialmente com estes sensores. Atualmente,
o projeto se encontra na etapa de desenvolvimento de algoritmos para a soldagem orbital com o sensor LASER.
Este trabalho visa, no entanto, mostrar os resultados iniciais do projeto.
2. Aparato Experimental
Sob a ótica de processos de soldagem, a solda neste trabalho é realizada basicamente por dois subsistemas:
uma fonte de soldagem e um robô antropomórfico industrial. Este último é do tipo Motoman HP20D, fabricado pela
empresa YASKAWA (Figura 1). A sua estrutura cinemática é do tipo articulado vertical com 6 graus de liberdade.
A fonte de soldagem é do tipo Digiplus A7, da fabricante brasileira IMC. Sua capacidade máxima de corrente é de
450 A. O processo de soldagem utilizado neste trabalho é o MIG/MAG com curto-circuito controlado, com nome
comercial de CCC. O CCC apresenta um controle sinérgico do arco por meio da corrente de solda. Para tanto, o
controle da corrente é determinado eletronicamente com base na leitura instantânea da tensão. Este processo
foi desenvolvido no LABSOLDA [4,5].
A unidade controladora do robô é do modelo DX100 e a linguagem de programação é chamada de INFORM III [6].
Para comunicação com outros equipamentos são previstas 40 entradas e 40 saídas digitais. Além disto, uma placa
eletrô (...truncated)