New synonyms and new taxa in Neotropical Cerambycidae (Coleoptera)

Revista Brasileira de Zoologia, Feb 2019

New synonym proposed: Tachocha Lane, 1970 = Phoebemima Tippmann, 1960 (Hemilophini). New taxa described: Apanoeme castanea sp.n. from Brazil, Mato Grosso do Sul (Oemini); Lissoeme maculata, sp.n. from Brazil, Bahia (Achiysonini); Taygayba gen.n., type species T. venezuelensis sp.n. from Venezuela (Hesperophanini ?); Neoconipsa santarensis sp.n. from Brazil, Pará (Ibidionini); Hippopsis campaneri sp.n. from Brazil, Goiás (Agapanthiini); lquiara gen.n., type species I. tuiuca sp.n. from Ecuador (Hemilophini); Paracallia gen.n., type species P. bonaldoi sp.n. from Brazil, Acre (Calliini); Neopibanga gen.n., type species, N. brescoviti sp.n. from Brazil, Rondônia (Eupromerini).

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New synonyms and new taxa in Neotropical Cerambycidae (Coleoptera)

NOVAS SINONIMIAS E NOVOS TÁXONS EM CERAMBYCIDAE (COLEOPTERA) NEOTROPICAIS Ubirajara R. Martins 1 Maria Helena M. Galileo 2 ABSTRACT . NEW SYNONYMS AND NEW TAXA lN NEOTROPICA L CERAMBYCIDAE (COLE- New sy llollym proposed: Tachocha Lalle, 1970 = Phoebemima Tipprnann, 1960 (Hemilophini) . New taxa described: Apanoeme caslanea sp.n. from Brazil , Mato Grosso do Sul (Oemini ); Lissoeme maculala, sp.n. from Brazil, Bahia (Achtysonini); Taygayba gen.n., type speci es T venezue/ensis sp.n. from Venezuela (Hesperophanini ?); Neocompsa sanlarensis sp.n. [rom Brazil, Pará (Ibidionini); Hippopsis campaneri sp.n. from Brazi l, Goiás (Agapanthiini); Tquiara gen.n. , typc spec ies T. luiuca sp.n. from Ecuador (Hemilophini); Paraca/lia gen.n. , type spec ies P. bona/doi sp. n. from Brazil, Acre (Ca lliini); Neopibanga gen.n., type species, N. brescovili sp. n. from Brazil, Rondônia (Eupromerini ). KEY WORDS. Coleoptera, Cerambycidae, Cerambycinae, Lamiinae, Neotropical OPTERA). Esta contribuição consiste de nota sinonímica e das descrições de novos táxons em Cerambycidae neotropicai s. As siglas citadas correspondem: CMNH - Carnegie Museum of Natural History, Pittsburgh; (ZA V - In stituto de Zoologia Agrícola, Universidad Central dc Venezuela, Maracay ; MAGD - Museum and Art Gallery, Doncaster; MCNZ Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, POltO Alegre; MNRJ - Museu Nacional, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro; MZSP - Museu de Zoo logia, Universidade de São Paulo, São Paulo; MNHN - Muséum National d'Hi stoire Naturelle, Paris; NRMS - Naturhistoriska Riksmuseum , Estocolmo. Oem ini Apanoeme castanea sp.n . Fig. 1 Colorido geral castanho-escuro, os élitros wn pouco mais claros. Face superior da cabeça fina e densamente pontuada. Lobos superiores dos olhos mais distantes entre si que a largura de um lobo. Antenas atingem o ápice dos élitros aproximadamente no meio do artícu lo VII. Escapo subcilíndrico, pouco e gradual1) Museu de Zoologia , Universidade de São Paulo. Caixa Postal 42694, 04299-970 São Paulo, São Paulo, Brasil. Pesquisador do CNPq. 2) Museu de Ciências Naturais, Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Caixa Postal 1188,90001-970 Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil. Pesq uisadora do CNPq. Revta bras. Zoo!. 15 (1): 47 - 58 , 1998 MARTINS & GALlLEO 48 mente engrossado para a extremidade, artículos III e IV subiguais. Asperezas nos artículos basais muito discretas. Protórax mais longo do que largo, arredondado aos lados, com constrição basal evidente. Pronoto convexo; superficie densamente granulosa ao longo do meio, com granulação pouco mais esparsa nos lados. Partes laterais do protórax e prosterno com pontuação semelhante. Processos pro- e mesosternal ausentes. Elitros pontuados em toda superficie; pêlos amarelados, curtos, sem pêlos pretos entremeados. Extremidades elitrais acuminadas. Profêmures fusiformes. Meso- e metafêmures ligeiramente engrossados para a extremidade. Metatíbias mais longas do que os metafêmures. Metatarsômero I curto, tão longo quanto II+III. Dimensões em milímetros. Comprimento total 14,8; comprimento do protórax 2,8; maior largura do protórax 2,5; comprimento elitral 10,5; largura umeraI2,7. Material-tipo. Holótipo macho, BRASIL, Mato Grosso do Sul: Três Lagoas (Horto Barra do Moeda, Três Lagoas Agroflorestal, "transition cerrado - Eucaliptus grandis stand, ethanol trap"), 9.XT.1993 , C. A. Flechtmann leg. (MZSP). Discussão. Apanoeme castanea é a segunda espécie descrita no gênero; difere de A. amazonica: pelo colorido acastanhado uniforme; pelos lobos oculares superiores separados entre si por distância subigual à largura de um lobo; pelas antenas com asperezas discretas e pelo protórax mais longo do que largo. Em A. amazonica os élitros a as pernas são bicolores; os lobos oculares superiores são separados por distância menor do que a largura de um lobo; as antenas têm asperezas muito desenvolvidas e o protórax é mais largo do que longo. Achrysonini Lissoeme maculata sp.n. Fig . 2 Colorido geral vermelho-alaranjado a alaranjado; escapo avermelhado; pedicelo, flagelômeros, pedúnculo dos fêmures, tíbias e tarsos, pretos; centro dos élitros com uma grande mancha escura com reflexos azulados (pode desaparecer completamente). Palpos maxilares mais longos que os labiais. Cabeça grosseiramente pontuada. Tubérculos anteníferos subaguçados. Escapo mais curto que metade do artículo III; superfície rugosa. Franja de pêlos nos flagelômeros basais moderadamente densa. Protórax mais longo do que largo, um pouco constrito na base; pronoto opaco. Processo prosternal estreito, com lados levemente alargados para a ápice. Processo mesosternal mais largo que uma mesocoxa com ápice truncado . Élitros pontuados; extremidades levemente emarginadas, com espículo no ângulo externo; cerdas curtas em toda a superfície. Fêmures pedunculados e longamente clavados . Tíbias não carenadas. Primeiro artículo dos metatarsos tão longo quanto II-V. Dimensões em milímetros, respectivamente macho/fêmea. Comprimento total, 9,5-14,4/9,3-14,7; comprimento do protórax, 2,4-3,6/1 ,8-3,0; maior largura do protórax, 1,7-2,4/1 ,4-3, 1; comprimento do élitro, 6,5-9,4/6,5-10,9; largura umeral,2,0-2,8/ 1,9-3,4. Material-tipo. Holótipo macho, BRASIL, Bahia: Encruzilhada (Motel da Revta bras. Zool. 15 (1) : 47 - 58,1998 Novas sinonimias e novos táxons em Cerambycidae ... / 49 1 Figs 1-2. (1) Apanoeme castanea sp.n., holótipo macho; (2), Lissoeme maculata sp.n ., holótipo macho. Divi sa, 960 m, estrada Rio-Bahia km 965), Xl. 1973 , Seabra & Roppa leg. (MNRJ). Parátipos - mesmos dados e coletores do holótipo: macho, X.197 l (MCNZ); macho, X.1972 (MNRJ); fêmea, X1.l972 (MNRJ); macho, XII.l972 (MNRJ); fêmea, XI. 1974 (MNRJ); 3 macho, 8 fêmeas , XII. 1974 (macho, 6 fêmeas, MNRJ; 2 macho, 2 fêmeas MZSP). Discussão. Di stingue-se de Lissoeme testacea Martins, Chemsak & Linsley, 1966 pela presença de mancha escura nos élitros (quando presente) e pelo colorido preto das antenas, base dos fêmures, tíbias e tarsos. Além di sso, L. testacea é conhecida da Venezuela, enquanto L. maculata é procedente do sul da Bahia, Brasi I. Hesperophanini ? Taygayba gen.n. Etimolog ia. Tupi, taygayba = valente . Espéc ie-tipo, Taygayba venezuelensis sp.n. Tubérculos anteníferos projetados. Genas agudas. Lobos oculares superiores com oito fileiras de omatídios; distância entre os lobos, dorsalmente, igual ao triplo Revta bras. Zool. 15 (1): 47 - 58, 1998 50 MARTINS & GALlLEO da largura de um lobo. Lobos oculares inferiores ocupam quase todo lado da cabeça. Antenas com onze artículos. Antenas (macho) ultrapassam o ápice elitral a partir da metade do antenômero VIII; das fêmeas a partir do X. Escapo curto, com sulco na metade basal do lado superior. Artículo III (macho) não carenado, com 1,5 vezes o comprimento do escapo; subigual ao IV; demais artículos com comprimento gradualmente crescente; artículo XI curvo na região apical. Nas fêmeas, escapo (...truncated)


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Ubirajara R. Martins, Maria Helena M. Galileo. New synonyms and new taxa in Neotropical Cerambycidae (Coleoptera), Revista Brasileira de Zoologia, pp. 47-58, Volume 15, Issue 1, DOI: 10.1590/S0101-81751998000100002