Prevalence of auditory changes in newborns in a teaching hospital

International Archives of Otorhinolaryngology, Jan 2012

INTRODUCTION: The precocious diagnosis and the intervention in the deafness are of basic importance in the infantile development. The loss auditory and more prevalent than other joined riots to the birth. OBJECTIVE: Esteem the prevalence of auditory alterations in just-born in a hospital school. METHOD: Prospective transversal study that evaluated 226 justbeen born, been born in a public hospital, between May of 2008 the May of 2009. RESULTS: Of the 226 screened, 46 (20.4%) had presented absence of emissions, having been directed for the second emission. Of the 26 (56.5%) children who had appeared in the retest, 8 (30.8%) had remained with absence and had been directed to the Otolaryngologist. Five (55.5%) had appeared and had been examined by the doctor. Of these, 3 (75.0%) had presented normal otoscopy, being directed for evaluation of the Evoked Potential Auditory of Brainstem (PEATE). Of the total of studied children, 198 (87.6%) had had presence of emissions in one of the tests and, 2 (0.9%) with deafness diagnosis. CONCLUSION: The prevalence of auditory alterations in the studied population was of 0,9%. The study it offers given excellent epidemiologists and it presents the first report on the subject, supplying resulted preliminary future implantation and development of a program of neonatal auditory selection.Palavras-chave : precocious diagnosis; auditory loss; deafness; neonatal selection.

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Prevalence of auditory changes in newborns in a teaching hospital

ARTIGO ORIGINAL   Prevalência de alterações auditivas em recém-nascidos em hospital escola     Valeriana de Castro GuimarãesI; Maria Alves BarbosaII IEpidemiologista. Doutora em Ciências da Saúde. Responsável pelo Serviço de Audiologia da Clinica de Otorrinolaringologia HC/UFG IIDoutora em Enfermagem. Professora Titular da Faculdade de Enfermagem - UFG Endereço para correspondência     RESUMO INTRODUÇÃO: O diagnóstico e a intervenção precoces na surdez são de fundamental importância no desenvolvimento infantil. A perda auditiva e mais prevalente que outros distúrbios encontrados ao nascimento. OBJETIVO: Estimar a prevalência de alterações auditivas em recém-nascidos em um hospital escola. MÉTODO: Estudo transversal prospectivo que avaliou 226 recém-nascidos, nascidos em um hospital público, entre maio de 2008 a maio de 2009. RESULTADOS: Dos 226 triados, 46 (20,4%) apresentaram ausência de emissões, sendo encaminhados para a segunda emissão. Das 26 (56,5%) crianças que compareceram no reteste, 8 (30,8%) permaneceram com ausência e foram encaminhadas ao otorrinolaringologista. Cinco (55,5%) compareceram e foram examinadas pelo médico. Destas, 3 (75,0%) apresentaram otoscopia normal, sendo encaminhadas para avaliação do Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE). Do total de crianças estudadas, 198 (87,6%) tiveram presença de emissões em um dos testes e, 2 (0,9%) com diagnóstico de surdez. CONCLUSÃO: A prevalência de alterações auditivas na população estudada foi de 0,9%. O estudo oferece dados epidemiológicos relevantes e apresenta o primeiro relatório sobre o tema, fornecendo resultados preliminares para futura implantação e desenvolvimento de um programa de triagem auditiva neonatal. Palavras-chave: diagnóstico precoce, perda auditiva, surdez, triagem neonatal.     INTRODUÇÃO A preocupação com a audição cresce a cada dia, uma vez que a surdez infantil é considerada um problema de saúde pública. A doença acomete de um a três neonatos saudáveis em cada 1.000 nascimentos e aproximadamente dois a quatro em 1.000 bebês de risco. A surdez é a enfermidade mais prevalentemente (30:10.000) relacionada ao nascimento, quando comparada a outras enfermidades como, por exemplo, aquelas detectadas com o teste do pezinho, a fenilcetonúria (1:10.000); anemia falciforme (2:10.000); hipotireoidismo (2,5:10.000) (1,2,3,4,5). Em defesa da detecção precoce das alterações auditivas, vários programas de triagem auditiva neonatal foram desenvolvidos. A Academia Americana de Pediatria (1999) e o Joint Committee on Infant Hearing (2000) sugerem que os Programas de Triagem Auditiva Neonatal (PTAN) realizem avaliação objetiva por medida eletrofisiológica, usando as EOA e/ou Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE) (4,6,7). No entanto, o exame do PEATE apresenta custo elevado e demanda muito tempo para sua aplicação. Além disso, por necessitar pessoal especializado, não é recomendado como método de primeira linha na triagem universal, apesar de ser utilizado na avaliação de situações identificadas por outros métodos (3). O exame de Emissões Otoacústicas Evocadas Transientes (EOAT) vêm sendo amplamente utilizado em todo mundo. A aplicação mais promissora das emissões evocadas refere-se ao seu uso como dispositivo de triagem para a identificação de deficiência auditiva, especialmente em recém-nascidos e lactentes existentes em todo o mundo. O exame das EOAT é de fácil utilização, objetivo, não invasivo, rápido, de baixo custo, possibilita a triagem de um grande número de crianças e é observado em quase todas as orelhas normais (1,2,8). As emissões otoacústicas evocadas são energias sonoras de baixa intensidade captadas no meato acústico externo em resposta a uma estimulação sonora. O procedimento não oferece danos, riscos, desconforto; é rápido, indolor, com alta sensibilidade e especificidade para detectar alterações auditivas (1,2). A partir dessa perspectiva, este estudo tem por objetivo estimar a prevalência de alterações auditivas em recém-nascidos em um hospital escola.   MÉTODO Após aprovação em um Comitê de Ética de um hospital universitário, iniciou-se o presente estudo. Trata-se de um estudo de delineamento transversal prospectivo realizado na maternidade do hospital no Centro-Oeste do Brasil, no período de maio de 2008 a maio de 2009. A população de referência para o presente estudo, abrangeu os recém-nascidos que compareceram para triagem entre maio de 2008 a maio de 2009. A coleta de dados ocorreu no serviço de audiologia do hospital, onde a mãe ou responsável respondia a uma anamnese, que abordava dados relativos à saúde no período gestacional e neonatal, além de colher informações sobre a presença ou não dos indicadores de risco para a surdez. Foram incluídas, na amostragem, crianças nascidas na maternidade, de ambos os sexos, cujos responsáveis concordaram em participar do estudo, assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Adotou-se como critérios de exclusão os recém-nascidos nascidos em outras unidades de saúde e/ou fora do período de abrangência do estudo, bem como aqueles cujos responsáveis não concordaram em participar da pesquisa. O estudo considerou como variáveis, o sexo, idade gestacional e a presença de indicadores de risco para surdez, que segundo Joint Committee on Infant Hearing (2000) englobam: neonatos que ficam mais que 48 horas na UTI neonatal; malformação de cabeça e pescoço; síndromes associadas a alterações auditivas; história familiar de deficiência auditiva congênita; infecções neonatais tais como toxoplasmose, sífilis, citomegalovírus congênito, herpes e rubéola (Storch) (6). No momento da alta hospitalar da mãe e do recém-nascido, a mãe foi conduzida ao Setor de Fonoaudiologia para agendar um dia para a triagem auditiva de seu filho. Os exames foram agendados para avaliação ambulatorial durante o primeiro mês de vida da criança. As triagens foram oferecidas uma vez por semana, nas sextas-feiras. Para a avaliação da função coclear foi utilizado um aparelho de emissões otoacústicas transientes (EOAT) Capella (Madsen) conectado a um microcomputador portátil. Durante o sono natural ou após amamentação, a sonda para captação das emissões foi acoplada no conduto auditivo externo do recém-nascido. De acordo, com a distribuição anatômica das frequências na coclea considerou-se, como critérios de normalidade, presença de resposta em três das cinco bandas de frequência, nível de relação sinal/ruído igual ou superior a 6 dBNPS (deciBel Nível de Pressão Sonora) nas frequências de 2, 3 e 4KHz e reprodutibilidade igual ou superior a 50%, bem como relação sinal/ruído igual ou superior a 3 dBNPS e reprodutibilidade igual ou superior a 50% nas frequências de 1 e 1,5 KHz. Caso o exame apresentasse alterado na primeira triagem, uma segunda triagem era realizada 15 dias após a primeira EOAT. Na segunda triagem, assim como na primeira, foi realizada uma no (...truncated)


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Valeriana de Castro Guimarães, Maria Alves Barbosa. Prevalence of auditory changes in newborns in a teaching hospital, International Archives of Otorhinolaryngology, 2012, pp. 179-185, Volume 16, Issue 2, DOI: 10.7162/S1809-97772012000200005