Nursing team expectations and caregivers

Revista da Escola de Enfermagem da USP, Jan 2009

The objective of this study was to identify caregivers' activities in elderly-patient hospital care and the activities that the nursing team expects caregivers to perform, according to activity frequency (always, when necessary, and never). Interviews were carried out with thirty family members of hospitalized elderly patients and with 30 nursing professionals. The results showed there were very significant differences in terms of frequency: always, regarding the activities changing position, cleaning mouth and teeth, dressing and undressing, sitting, standing, and caring for the skin; when necessary for the activities standing, using the toilet, walking, and exercising; and never for the activity walking.

Article PDF cannot be displayed. You can download it here:

http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v43n2/en_a14v43n2.pdf

Nursing team expectations and caregivers

ARTIGO ORIGINAL   Expectativas da equipe de enfermagem e atividades realizadas por cuidadores de idosos hospitalizados*   Expectativas del equipo de enfermería y actividades realizadas por los cuidadores de ancianos hospitalizados     Silvana Barbosa PenaI; Maria José D'Elboux DiogoII IEnfermeira. Mestre em Enfermagem. Professor da Universidade Federal do Mato Grosso. Cuiabá, MT, Brasil. IIEnfermeira. Livre-Docente. Professora Associada do Departamento de Enfermagem da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas. Campinas, SP, Brasil. Correspondência     RESUMO O objetivo deste estudo foi identificar as atividades no cuidado do idoso hospitalizado que os cuidadores realizam e as atividades com as quais os membros da equipe de enfermagem esperam que o cuidador auxilie, de acordo com sua freqüência de realização (sempre, quando necessário e nunca). Foram entrevistados 30 familiares de idosos hospitalizados e 30 profissionais de enfermagem. Os resultados apontaram diferença muito significativa nas freqüências: sempre, com respeito às atividades mudança de decúbito, limpar a boca e os dentes, colocar e tirar roupa, sentar, ficar em pé e cuidar da pele; quando necessário para as atividades ficar em pé, usar o banheiro, andar e realizar exercícios; e nunca para a atividade andar. Descritores: Idoso. Cuidadores. Hospitalização. Equipe de enfermagem. RESUMEN El objetivo de este estudio fue identificar las actividades que los cuidadores realizan y las actividades que los miembros del equipo de enfermería esperan que el cuidador realice en el cuidado del anciano hospitalizado, de acuerdo con su frecuencia de realización (siempre, cuando necesario y nunca). Fueron entrevistados 30 familiares de ancianos hospitalizados y 30 profesionales de enfermería. Los resultados apuntaron una diferencia muy significativa en las frecuencias: siempre, con referencia a las actividades cambio de decúbito, limpiar la boca y los dientes, colocar y retirar ropa, sentar, colocar en pie y cuidar de la piel; cuando necesario para las actividades quedar en pie, usar el baño, andar y realizar ejercicios; y nunca para la actividad andar. Descriptores: Anciano. Cuidadores. Hospitalización. Grupo de enfermería.     INTRODUÇÃO Nos últimos anos, a equipe de enfermagem no ambiente hospitalar passou a se deparar com uma nova situação: o aumento do número de idosos ocupando os leitos hospitalares e a presença de seu cuidador. Essa nova situação exigiu, então, a construção de uma tríade de relações no cuidado do idoso hospitalizado, composta pelo enfermeiro e sua equipe, o paciente e o cuidador(1). A presença do cuidador durante a hospitalização do idoso, tão importante e necessária, foi assegurada, no Brasil, pelo Ministério de Estado da Saúde, ao considerar a melhoria da qualidade de vida que traz ao idoso(2). Além de tornar obrigatórios os meios que viabilizam a permanência do cuidador, a Portaria Nº 280, de 7 de abril de 1999, do Ministério da Saúde, garante os recursos financeiros para sua acomodação. A internação hospitalar de um membro gera circunstâncias que exigem uma reorganização familiar para atender às necessidades do indivíduo hospitalizado. Esse processo de reorganização nem sempre ocorre com tranqüilidade, pois a internação, muitas vezes, é um fato gerador de desequilíbrios emocionais, financeiros e de relacionamento. Os membros familiares vêm-se obrigados a assumir novos e diferentes papéis, como o de cuidador, no qual gastam e investem muita energia e esforço, significando, portanto, uma situação estressante, física e mentalmente(3). Vários estudos reforçam a necessidade da presença do familiar durante a hospitalização do idoso, não só para acompanhá-lo, mas para ser orientado em seu papel de cuidador principalmente após a alta hospitalar. A atividade de cuidar, realizada com a equipe de enfermagem do hospital, torna o familiar um cliente e um parceiro da enfermagem(4-6). Estudo anterior(7) apontou para as dificuldades e os conflitos existentes na relação entre os cuidadores, a equipe médica e a de enfermagem. Os profissionais reconhecem a importância da presença do cuidador durante o período de hospitalização, mas identificam dificuldades relacionadas à falta de preparo e orientação do cuidador e dos profissionais sobre os direitos e os deveres do cuidador. Os cuidadores indicaram como dificuldades a falta de estrutura no hospital para a sua acomodação e a falta de orientação, por parte das equipes médica e de enfermagem, quanto ao paciente, embora julguem ter um importante papel no auxílio ao cuidado. A intensidade do envolvimento de familiares no cuidado de idosos com doenças mentais com longo tempo de hospitalização, a partir das perspectivas da equipe de enfermeiros e dos familiares, também foi objeto de investigação. Os resultados do estudo mostraram que o cuidador familiar, a partir da admissão do idoso no hospital, tende a se afastar desses cuidados, sentindo-se satisfeito quanto ao seu mínimo envolvimento no cuidado prestado, enquanto a equipe de enfermagem demonstra preocupação em envolver o cuidador familiar na assistência. A autora sugere que sejam realizadas ações integradas entre a equipe de enfermagem e o cuidador familiar; visando favorecer a continuidade do cuidado realizado no domicílio, antes e após a hospitalização(8). Em estudos com ênfase sobre o cuidado de idosos e a participação do cuidador familiar nos períodos de hospitalização(9-11), observou-se que a participação dos familiares nos cuidados aos idosos hospitalizados foi limitada, devido à falta de experiência, de suporte emocional, de informação e de definição de papéis dos mesmos. A participação dessas pessoas no cuidar pode ser favorecida pelo fornecimento de informações relevantes sobre as possibilidades de participar do planejamento, da tomada de decisão e da avaliação do cuidado. Os familiares participam de modo limitado nas atividades diárias do idoso, com destaque para as atividades de beber, levantar/ir para cama e sentar, embora desempenhem importante papel no suporte emocional e social dos mesmos. Segundo a autora(10), os cuidadores familiares, na busca de maior participação nos cuidados, muitas vezes se deparam com atitudes obstrutivas por parte da equipe de enfermagem. Sendo assim, a atuação da equipe de enfermagem e do cuidador necessita ser revista e reconsiderada, no sentido de se buscarem meios que favoreçam a compreensão mútua, a comunicação e a cooperação entre familiar e equipe de enfermagem, visando ao bem-estar do paciente e do próprio familiar. Com relação aos fatores que promovem ou inibem a participação dos cuidadores familiares junto ao idoso hospitalizado, estudo mostra que, sob a ótica dos cuidadores, a equipe de enfermagem poderia promover a participação do familiar, por meio do suporte emocional e cognitivo, com informações sobre quando e como participar dos cuidados e sobre as co (...truncated)


This is a preview of a remote PDF: http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v43n2/en_a14v43n2.pdf
Article home page: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S0080-62342009000200014&lng=pt&nrm=iso&tlng=en

Silvana Barbosa Pena, Maria José D'Elboux Diogo. Nursing team expectations and caregivers, Revista da Escola de Enfermagem da USP, 2009, pp. 351-357, Volume 43, Issue 2, DOI: 10.1590/S0080-62342009000200014