In vitro antibacterial activity of four plant species at different alcoholic contents
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Atividade antibacteriana in vitro de quatro espécies vegetais em diferentes
graduações alcoólicas
MIRANDA, G.S.; SANTANA, G.S.; MACHADO B.B.; COELHO, F.P.; CARVALHO, C.A.*
União de Ensino Superior de Viçosa - UNIVIÇOSA, Departamento de Farmácia - FARMAPET, Av. Maria de
Paula Santana, 740, Bairro Silvestre, 36570-000, Viçosa/MG-Brasil. *
RESUMO: Neste trabalho foi realizada a caracterização fitoquímica e avaliada a atividade
antibacteriana in vitro dos extratos de Ageratum conyzoides L. (mentrasto), Gossypium hirsutum
(algodão), Phyllanthus tenellus (quebra pedra), e Polygonum hydropiperoides (erva de bicho)
frente à Staphylococcus aureus e Escherichia coli. Para a avaliação da atividade antibacteriana
foi utilizado o método de difusão em ágar. Os testes foram realizados com o extrato nas
graduações alcoólicas de 0 a 100% (v/v), na proporção de 20% (m/v - massa/extrator). Os testes
fitoquímicos constataram a presença de açucares redutores, compostos fenólicos, flavonoides,
taninos, triterpenos, e esteróides nas quatro espécies. O crescimento das culturas de S. aureus
foi inibido por todos os extratos, com exceção do extrato de Mentrasto. A maior atividade de
inibição foi observada pelo extrato de quebra pedra. Entretanto, nenhum dos extratos foi capaz
de inibir o crescimento das cepas de E. coli. Os resultados são promissores, visto que três das
quatro plantas selecionadas demonstraram possuir substâncias antibacterianas, o que motiva
estudos subsequentes para o isolamento e identificação dos princípios ativos responsáveis
por essa atividade, com potencial de uso na indústria farmacêutica.
Palavras-chave: Fitoterapia, Escherichia coli, Staphylococcus aureus
ABSTRACT: In vitro antibacterial activity of four plant species at different alcoholic
contents. In this study, phytochemical characterization was conducted and the in vitro
antibacterial activity of extracts of Ageratum conyzoides L. (whiteweed), Gossypium hirsutum
(cotton), Phyllanthus tenellus (shatterstone) and Polygonum hydropiperoides (swamp smartweed)
was evaluated against Staphylococcus aureus and Escherichia coli. To assess the antibacterial
activity, the agar diffusion method was used. Tests were performed with the extract at alcoholic
contents from 0 to 100% (v/v), at 20% proportion (m/v - mass/extractor). Phytochemical tests
indicated the presence of reducing sugars, phenolic compounds, flavonoids, tannins, triterpenes
and steroids in all four species. The growth of S. aureus cultures was inhibited by all extracts,
except for whiteweed extract. The highest inhibitory activity was observed for shatterstone.
However, none of the extracts was capable of inhibiting the growth of E. coli strains. Results are
promising since three of the four selected plants showed to have antibacterial substances, which
stimulates further studies for the isolation and the identification of active principles responsible
for this activity, with potential to be used in the pharmaceutical industry.
Key words: Phytotherapy, Escherichia coli, Staphylococcus aureus
INTRODUÇÃO
A espécie vegetal Agerantum conyzoides
L. pertence à família Compositae (Asteraceae)
é conhecida popularmente como mentrasto, nos
levantamentos etnofarmacológicos são atribuídas a
esta planta propriedade hemostática e cicatrizante
(Lorenzi & Matos, 2002). Conforme Momesso et al.
(2009) a planta exerce elevada gama de atividade
biológica, tais como: antimicrobiana, cicatrizante, no
tratamento de queimaduras, tratamento de cólicas,
diarréia, flatulência, reumatismo agudo, além de
ação vasoconstritora, analgésica e anti-inflamatória.
De acordo com Lorenzi & Matos (2002) o
nome popular quebra pedra é usado para designar
várias espécies do gênero Phyllanthus. Pertencente
a família Euphorbiaceae a semelhança existente
entre as espécies de Phyllanthus niruri L. e
Recebido para publicação em 09/05/2011
Aceito para publicação em 06/08/2012
Rev. Bras. Pl. Med., Botucatu, v.15, n.1, p.104-111, 2013.
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Phyllanthus tenellus Roxb dificulta sua identificação
podendo explicar em parte o uso de ambas na
medicina popular para os mesmos fins. Essas
plantas têm sido empregadas popularmente para o
tratamento de cálculos renais e urinários, infecções
intestinais e urinárias, diabetes e hepatite (Gárcia
et al. 2004).
Gossypium hirsutum L. conhecida como
algodão pertence à família Malvaceae é cultivada
principalmente para fornecimento de matéria
prima para fins industriais. No Brasil a literatura
etnofarmacológica refere seu uso na forma de
chá, preparado com as folhas no tratamento de
disenteria, hemorragia uterina e também, o emprego
local das folhas como cicatrizante (Lorenzi & Matos,
2002).
Conforme Cardoso et al. (2006) a espécie
vegetal Polygonum hydropiperoides Michx
conhecida popularmente como erva de bicho, é
pertencente a família Polygonaceae. Muitas pessoas
utilizam o chá dessa planta por via oral no tratamento
de hemorroidas e por este motivo é importante
conhecer mais detalhes sobre essa planta.
As doenças infecciosas ainda são uma
das principais causas de morte no mundo, sendo
de significativa importância o desenvolvimento de
novos compostos antimicrobianos. Nesse contexto
as plantas podem ser uma boa fonte para direcionar
a busca por compostos promissores (Bertucci et
al. 2009). Estas possuem várias vias metabólicas
secundárias que dão origem a compostos como
alcaloides, flavonoides, isoflavonoides, taninos,
cumarinas, glicosídeos cardiotônicos, terpenos que
por vezes, são específicos de determinadas famílias,
gêneros ou espécies, e cujas funções, até pouco
tempo, eram desconhecidas (Simões et al. 2004).
Considerando que a presença de
substâncias antimicrobianas nos vegetais superiores
não seja um fato recente, somente a partir da
descoberta da penicilina é que a busca por novas
moléculas alcançou maior impulso (Sartori, 2005 &
Silveira et al. 2009).
Embora as indústrias químicas e
farmacêuticas tenham produzido uma imensa
variedade de diferentes antibióticos nos últimos
tempos, cada vez mais tem sido observado o
aumento de microrganismos resistentes aos
antimicrobianos disponíveis no mercado, o que
incentiva a busca por novas fontes de substâncias,
com atividades antimicrobianas (Ribeiro, 2008).
De acordo com Padilha et al. (2010) a
resistência aos antimicrobianos é um problema
sério em todo o mundo, sendo de fundamental
importância a pesquisa por novos agentes
antimicrobianos; nesse contexto, tem ocorrido
um crescente interesse em avaliar a atividade
antimicrobiana de plantas.
Neste trabalho, foi realizada a caracterização
fitoquímica e avaliado a atividade antibacteriana in
vitro dos fitoconstituintes presentes nos extratos em
graduações alcoólicas crescentes de quatro espécies
vegetais: Ageratum conyzoides L. (mentrasto),
Gossypium hirsutum (algodão), Phyllanthus tenellus
(quebra pedra) e Polygonum hydropiperoides
(erva de bicho) frente à Staphylococcus aureus e
Escherichia coli.
METODOLOGIA
Obtenção e preparação do material vegetal
As plantas algodão (...truncated)