Patterns of mini-cuttings and seasonality in seedlings production Eucalyptus grandis Hill X E. urophylla Hybrid S. T. Black
Padrões de miniestacas e sazonalidade na produção de...
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PADRÕES DE MINIESTACAS E SAZONALIDADE NA PRODUÇÃO DE MUDAS
CLONAIS DE Eucalyptus grandis HILL X E. urophylla S. T. BLACK1
Cibele Chaves Souza 2, Aloisio Xavier 3, Fernando Palha Leite 4, Reynaldo Campos Santana 5 e Hélio
Garcia Leite3
RESUMO – Este estudo teve por objetivo avaliar a influência de diferentes padrões de miniestacas no enraizamento
e produção de mudas do híbrido do Eucalyptus grandis Hill x E. urophylla S.T. Black no verão e no inverno.
Experimentos com cinco clones e 12 diferentes padrões de miniestacas foram conduzidos em duas épocas
do ano (verão e inverno). A sobrevivência e enraizamento das miniestacas foram avaliados na saída da casa
de vegetação e na saída da casa de sombra e, a pleno sol, a sobrevivência, a altura, o diâmetro do colo, o
peso de massa seca da parte aérea e o da raiz. Os resultados indicaram que a manutenção das folhas é importante
para o enraizamento de miniestacas de Eucalyptus grandis x E. urophylla, e as folhas basais obtiveram maiores
valores de enraizamento. Mudas produzidas no verão, utilizando miniestacas de 10 cm de tamanho, tiveram
maior crescimento. A metodologia de não redução das folhas mostrou-se procedimento adequado para produção
de mudas nas duas épocas do ano.
Palavras-chave: Miniestaquia, Enraizamento, Silvicultura clonal.
PATTERNS OF MINI-CUTTINGS AND SEASONALITY IN SEEDLINGS
PRODUCTION Eucalyptus grandis HILL X E. urophylla HYBRID S. T. BLACK
ABSTRACT – The present study aimed to evaluate the influence of different patterns of mini-cuttigs on rooting
and production of hybrid Eucalyptus grandis Hill x E. urophylla S. T. Black hybrid in summer and winter.
Experiments with five clones and 12 different patterns of mini-cuttings were conducted in two seasons (summer
and winter). The survival and rooting were evaluated ate the output greenhouse and output of the shade
and in full sun, survival, height, diameter, the dry weight of shoot and root. The results indicated that the
maintenance of leaves is important for rooting mini-cuttings of Eucalyptus grandis Hill x E. urophylla S.
T. Black hybrids, and the basal leaves had higher values of rooting. Seedlings produced in summer, using
cuttings of 10 cm in size, had higher growth’s methodology leaves no reduction procedure proved suitable
for seedling production in both seasons.
Keywords: Mini-cutting technique, Rooting, Clonal forestry.
1. INTRODUÇÃO
A produção de mudas clonais de eucalipto
(Eucalyptus spp.) no Brasil iniciou-se no final da década
de 1970, com a técnica de propagação vegetativa pela
estaquia, sendo esta a base para o desenvolvimento
das atuais técnicas de microestaquia e miniestaquia
(XAVIER et al., 2009). A técnica de miniestaquia tem
sido a mais utilizada para produção comercial de mudas
do gênero Eucalyptus pelas empresas, devido ao ganho
Recebido em 24.08.2012 aceito para publicação em 19.12.2012.
Programa de Pós Graduação em Ciência Florestal da Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, Brasil. E-mail:
<>.
3
Departamento de Engenharia Florestal, Universidade Federal de Viçosa, Viçosa, Minas Gerais, Brasil. E-mail: <>
e <>.
4
Pesquisador na Celulose Nipo-Brasileira, CENIBRA, Minas Gerais. E-mail: <>.
5
Departamento de Engenharia Florestal, Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, Diamantina, Minas Gerais,
Brasil. E-mail: <>.
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em percentuais e qualidade do enraizamento, ligados,
principalmente, ao fato de utilizar estacas apicais mais
juvenis e conseguir melhor controle das condições
hídricas, nutricionais e fitossanitárias das plantas
fornecedoras de propágulos (TITON et al., 2003; ASSIS
et al., 2004).
Convencionou-se, na miniestaquia de eucalipto
(Eucalyptus spp.), a utilização de propágulos vegetativos
medindo entre 4 e 8 cm, com dois pares de folhas reduzidas
à metade ou proporcionalmente ao tamanho da estaca
(XAVIER et al., 2009) ou, ainda, pelo menos a um terço
de seu tamanho (ALFENAS et al., 2009). A redução
das folhas está condicionada à cultura herdada da técnica
de macroestaquia, cujos objetivos são diminuir a área
de transpiração e evitar o efeito guarda-chuva, definido
por Alfenas et al. (2009) como barreira física proporcionada
pelas folhas das estacas ou miniestacas, impedindo
o molhamento do substrato. De acordo com esses mesmos
autores, o corte das folhas pode ser porta para a entrada
de fungos durante a fase de enraizamento devido a
injúrias causadas nas folhas das (mini)estacas.
Trabalhos realizados por Santana et al. (2010) com
clones de Eucalyptus urophylla S.T. Blake demonstraram
que a manutenção das folhas inteiras nas miniestacas
produz resultados superiores de altura, peso de massa
seca da parte aérea e peso de massa seca da raiz para
a maioria dos clones estudados e não causa o efeito
guarda-chuva.
A manutenção das folhas ou de pelo menos parte
delas é importante para o processo de enraizamento,
devido à produção de carboidratos resultantes da
fotossíntese e de auxinas produzidas pelas folhas e
gemas apicais essenciais ao enraizamento (TAIZ;
ZEIGER, 2004; XAVIER et al., 2009; HARTMMAN et
al., 2011). A biossíntese da auxina está relacionada
a regiões meristemáticas e órgãos jovens, como folhas
de rápido crescimento, gemas apicais, pontas de raízes
e inflorescências em desenvolvimento, com predominância
de transporte ápice-base, observando-se redução de
sua concentração do topo para a base das plantas (TAIZ;
ZEIGER, 2004). Para Pacheco e Franco (2008), a retenção
das folhas de açoita-cavalo (Litehea divaricata Mart)
favorece a sobrevivência e enraizamento não só por
serem locais de síntese de carboidratos e auxinas, mas
pela produção de alguns compostos fenólicos, que
também são sintetizados na parte aérea das plantas.
Esses mesmos autores citaram que compostos fenólicos,
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SOUZA, C.C. et al.
como é o caso dos ácidos cafeico, catecol e clorogênico,
interagem com as auxinas, induzindo a iniciação das
raízes.
Para híbridos de Eucalyptus grandis Hill x E.
resinífera Smith, o melhor resultado de enraizamento
foi obtido em miniestacas com quatro pares de folhas
(VENDEMIATTI et al., 2009). Em sua grande maioria,
a presença de folhas é fundamental para o enraizamento,
fato evidenciado por pesquisas com diferentes estacas
de cedro-rosa (Cedrela fissilis Vellozo) (XAVIER et
al., 2003), açoita-cavalo (Luehea divaricata) (PACHECO;
FRANCO, 2008) e oliveira (Olea europaea L.) (PIO
et al., 2005). Em algumas espécies, a ausência de folhas
em estacas pode ajudar a brotação, como encontrado
em figueira (Ficus carica L.) (NOGUEIRA et al., 2007).
O fato de estacas sem folhas conseguirem melhores
resultados de enraizamento pode ser devido, de acordo
com Nogueira et al. (2007), provavelmente a um alto
conteúdo endógeno de auxina nas estacas.
As técnicas de propagação vegetativa evoluíram
com o intuito de aumentar a rizogênese, que é influenciada
por (...truncated)