Large Tourism Projects in the Brazilian Savanna: The Disney Model in the Río Quente Resorts

Cuadernos de Geografía: Revista Colombiana de Geografía, Jan 2011

This article analyzes the implementation of Río Quente Resorts, a large tourism project in the Brazilian savanna, conceived along the lines of the Disney model. It discusses the phenomenon of Disneyfication, emphasizing the theatralization of the business world, collective consumption, and non-places. Río Quente Resorts introduces the most sophisticated leisure and entertainment equipment into the region where the country's most important hot water springs are located, but it neglects environmental sustainability. Tus, this mega-structure could cause irreversible damage to the ecosystem.Keywords : Disney model; Río Quente Resorts; Brazilian savanna; tourism.

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Large Tourism Projects in the Brazilian Savanna: The Disney Model in the Río Quente Resorts

Grandes projetos turísticos na savana brasileira: O Modelo Disney no Rio Quente Resorts Grandes proyectos turísticos en la sabana brasileña: el modelo Disney en el Río Quente Resorts Large Tourism Projects in the Brazilian Savanna: The Disney Model in the Río Quente Resorts Ycarim Melgaço Barbosa* Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Brasil Humberto Miranda do Nascimento** Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Brasil Resumo Resumen Abstract O presente artigo analisa a implantação de um Grande Projeto Turístico na Savana brasileira, o Rio Quente Resorts, baseado nas estratégias do Modelo Disney. Nesse sentido, o artigo discorre sobre a Disneyficação, ressaltando a tematização, a teatralização no mundo dos negócios o consumo coletivo e os não lugares. O Rio Quente Resorts introduz o que há de mais sofisticado em equipamentos de lazer e entretenimento numa região onde se encontra o mais importante manancial hidrotermal do país, mas relega a sustentabilidade ambiental. Assim, toda essa megaestrutura poderá acarretar danos irreversíveis ao ecossistema. Este artículo analiza la implantación de un gran proyecto turístico en la sabana brasileña, el Río Quente Resorts, basado en las estrategias del Modelo Disney. En ese sentido, el artículo narra acerca de la Disneyficación, resaltando la temática, la teatralización en el mundo de los negocios, el consumo colectivo y los nolugares. El Río Quente Resorts introduce los más sofisticados equipos de diversión y entretenimiento en una región donde se encuentra el manantial hidrotermal más importante del país, pero desprecia la sostenibilidad ambiental. Así, toda esa mega-estructura podrá acarrear daños irreversibles al ecosistema. This article analyzes the implementation of Río Quente Resorts, a large tourism project in the Brazilian savanna, conceived along the lines of the Disney model. It discusses the phenomenon of Disneyfication, emphasizing the theatralization of the business world, collective consumption, and non-places. Río Quente Resorts introduces the most sophisticated leisure and entertainment equipment into the region where the country’s most important hot water springs are located, but it neglects environmental sustainability. Thus, this mega-structure could cause irreversible damage to the ecosystem. Palavras-chave: modelo Disney, Rio Quente Resorts, savana brasileira, turismo. Palabras clave: modelo Disney, Río Quente Resorts, sabana brasileña, turismo. Keywords: Disney model, Río Quente Resorts, Brazilian savanna, tourism. Recibido: 16 de mayo del 2011. Aceptado: 29 de agosto del 2011. Artículo de investigación sobre el proyecto turístico Rio Quente Resorts, Modelo Disney en la sabana brasilera. * Endereço postal: Rua 142, N. 179. Setor Marista. Goiânia - Go. 74170-00, Brasil. Correio eletrônico: ** Endereço postal: Instituto de Economía / UNICAMP, Centro de Estudos de Desenvolvimento Econômico – CEDE. Cidade Universitária “Prof. Zeferino Vaz”. Rua Pitágoras, 353 CEP 13083 857, Caixa Postal 6135. Correio eletrônico: CUADERNOS DE GEOGRAFÍA | REVISTA COLOMBIANA DE GEOGRAFÍA | Vol. 20, n.º 2, julio-diciembre del 2011 | ISSN: 0121-215X | BOGOTÁ, COLOMBIA | PP. 51-59 52 Ycarim Melgaço Barbosa y Humberto Miranda do Nascimento Introdução Este artigo discorre sobre a implantação de um grande projeto turístico, localizado num manancial de águas quentes, com várias nascentes que formam o ribeirão hidrotermal denominado Rio Quente Resorts. Considerado o maior do país, esse complexo de lazer marca o triunfo da tecnologia do entretenimento e a globalização do turismo temático na região de Cerrado, bioma predominante no estado de Goiás, localizado a 290 quilômetros da Capital Federal, Brasília, (figura 1). Esse grande projeto turístico espelhou-se na maior empresa de parques temáticos do mundo, a Disney World Company. Foi o início da interiorização dessa modalidade de entretenimento, já instalada em diversos locais do mundo, com alto aporte tecnológico. Nesse sentido, destacamos o depoimento de Francisco Costa Neto, presidente do Rio Quente Resorts, em declaração ao Jornal O Estado de São Paulo (Oscar 2010): “Queremos ser a Disney brasileira”. Mas o que é o Modelo Disney? O Modelo Disney Disney é conhecida pelos parques temáticos, histórias em quadrinhos e filmes. Mas, por trás de histórias ingênuas de contos de fadas e de um famoso rato de orelhas grandes, esconde-se um mega empreendimento na área de entretenimento sob as égides do capital monopolista. O Modelo Disney surgiu a partir do primeiro parque temático, a Disneylândia, inaugurada na Califórnia, em 1955, e serviu de laboratório para a Walt Disney Company adquirir experiência nesse tipo de atividade. Atualmente o Modelo Disney BRASIL Rio Quente Resorts Océano Atlántico Figura 1. Mapa de localização do resort. Fonte: adaptado pelo autor. consiste na incorporação de procedimentos adotados pela Disney World Company em seus parques temáticos, os quais podem ser inseridos na modalidade de grandes projetos turísticos, com a tematização e a incorporação de tecnologia avançada em equipamentos de lazer e entretenimento. Apesar de a Disneylândia ter representado uma significativa extensão (tanto em termos criativos quanto financeiros) para o que era na época, uma empresa de puro entretenimento, ela comprovou seu sucesso no âmbito de execução como empresa. Bebendo diretamente da tradição, Walt Disney criou a Disneylândia para ser um desenho animado tridimensional no qual o público ficava imerso. Ele não aceitou delegar a terceirização da administração do local a outras empresas, quando seus executivos informaram que seu staff não tinha experiência na operação de um parque de diversões. Disney lhes disse: “Este não é um parque de diversões”, mas sim um parque temático (Gilmore e UNIVERSIDAD NACIONAL DE COLOMBIA | FACULTAD DE CIENCIAS HUMANAS | DEPARTAMENTO DE GEOGRAFÍA Pine II 2008, 245). Nesse contexto, cabe uma referência a Koenig: Não chame a Disneylândia de um parque de diversão. Disneylândia é um parque temático e para os puristas há um mundo de diferença. Parque de diversão é uma coleção desorganizada de atrativos. Mas um parque temático, especialmente a Disneylândia, é um show, mais parecido a um filme ou a um jogo do que a um parque de diversão. Cada imagem é manipulada, cada área, ou “terra”, é organizada numa sequência lógica de eventos ou cenas para atrair através de uma história a atenção das pessoas [...]. (1999, 17) A Disneylândia usa a terminologia do show business. A multidão é o auditório, constituída não de consumidores, mas de convidados. Uma das primeiras experiências na Disneylândia ocorreu com a aquisição de uma área para erguer o primeiro parque temático. O local onde foi construída a Disneylândia era insuficiente para uma futura ampliação e para a instalação de no- Grandes projetos turísticos na savana brasileira: O Modelo Disney no Rio Quente Resorts vos atrativos, portanto, diante das limitações de área, percebeu- (...truncated)


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Ycarim Melgaço Barbosa, Humberto Miranda do Nascimento. Large Tourism Projects in the Brazilian Savanna: The Disney Model in the Río Quente Resorts, Cuadernos de Geografía: Revista Colombiana de Geografía, 2011, pp. 51-59, Volume 20, Issue 2,