Frutification of the quince tree cv. Provence

Bragantia, Jan 1985

This paper relates the behavior of 'Provence' quince trees at Tietê Experimental Station of the Instituto Agronômico, State of São Paulo, Brazil. This quince variety has been improved mainly to be used in European countries, particularly in France, as pear rootstock for the growing of dwarf pear trees. It is not commercially grown for its fruits utilization. However, it was recently observed that four-year-old 'Provence' quince trees, in the first crop, yielded an average of 4,750kg/ha of high quality fruits. In the some plot, similar 'Portugal' quince trees, the main commercial variety grown in the State of São Paulo, yielded only 2,021Kg/ha. Besides the good characteristics of vigor and fruitfulness of the 'Provence' quince trees, its fruits showed to be an excellent raw material for industrialization as jam of superior quality.Palavras-chave : 'Provence'; quince tree; frutification; jam.

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Frutification of the quince tree cv. Provence

FRUTIFICAÇÃO DO MARMELEIRO 'PROVENCE' 0) FERNANDO ANTÓNIO CAMPO DALL'ORTO ( 2 ' 5 ) , MÁRIO OJIMA ( 2 ), WILSON BARBOSA ( 2 > 5 ), ORLANDO RIGITANO ( 3 ) , JOSÉ CARLOS SABINO ( 4 ' s ) e ARY DE ARRUDA VEIGA ( 4 ) RESUMO O emprego do marmeleiro como porta-enxerto de pereiras paia a formação de plantas anãs constitui prática cultural antiga na Europa, notadamente na França, de cujos trabalhos de seleção, com essa finalidade, resultaram os marmeleiros tipo 'Provence', atualmente disseminados em todo o mundo, nos pomares comerciais de pereiras enxertadas sobre marmeleiro. Propagado vegetativamente, o 'Provence' não é normalmente reconhecido como um tipo de marmeleiro de valor comercial para o aproveitamento de seus frutos. Entretanto, de modo surpreendente, constatou-se em um experimento realizado com essa variedade, na Estação Experimental de Tietê, do Instituto Agronómico, em plantas com quatro anos de condução, e na safra de 1984, uma produção média de 4.750kg/ha de marmelos de bela aparência e ótima qualidade, enquanto 'Portugal', a mais importante variedade cultivada em São Paulo, produziu apenas 2.021kg/ha. Ao lado das boas características produtivas das plantas, os frutos apresentaram-se como de possível aptidão comercial e, industrializados experimentalmente, propiciaram a manufatura de excelente marmelada. Termos de indexação: 'Provence', marmeleiro, frutificação, doce em pasta. (*) Os autores agradecem aos Irmãos Caji, da Fruticultura Cristal, Atibaia (SP), a cessão do material de propagação, e ao Sr. A. S. Viotto, da Indústria Fafá, Tietê, a confecção experimental da marmelada. Recebido para publicação em I o de junho de 1984. ( 2 ) Seção de Fruticultura de Clima Temperado, Instituto Agronómico (IAC), Caixa Postal 28, 13100 - Campinas (SP). ( ) Divisão de Horticultura, IAC. ( ) Estação Experimental de Tietê, IAC. ( ) Com bolsa de suplementação do CNPq. 1. INTRODUÇÃO O marmeleiro {Cydonia oblonga Mill.) vem sendo cultivado em diversas regiões do País, desde o início do período colonial, dando produções exuberantes de frutos que eram comercializados em profusão, até os primeiros decénios deste século. Com a introdução da doença fúngica entomosporiose, causada por Entomosporium maculatum Lev., os marmeleiros existentes na época em grande número, principalmente na região de Delfim Moreira (MG), e nas proximidades da Capital paulista, foram praticamente dizimados (CAMARGO & GONÇALVES, 1943). A situação das culturas remanescentes foi posteriormente ainda mais agravada, pelo abandono dos tratamentos, em vista, principalmente, dos baixos preços alcançados pelo marmelo junto às indústrias de transformação. Ultimamente, a diminuição da oferta dessa matéria-prima e sua consequente valorização vem sendo percebida pelas próprias fábricas de conserva, que a têm inclusive importado, sob a forma de polpa, da Argentina ou do Uruguai, ou a têm substituído em parte pela de maçã, mais abundante. Esses fatores fizeram com que surgisse novamente estímulo gradual para a produção comercial de marmelo. Pode-se afirmar que a cultura do marmeleiro se encontra hoje em fase de transição, ou seja, existe uma forte tendência para ela sair do ponto de estagnação em que se encontra, para dar lugar à implantação de novos marmeleirais mais produtivos. A fim de atender a essa finalidade, torna-se necessária, porém, maior racionalização da cultura, através da adoção de técnicas de cultivo mais adequadas, bem como de novos cultivares que ofereçam aos produtores alternativas melhores que a variedade Portugal, a mais cultivada atualmente. Desse modo, é de relevante interesse o desenvolvimento de trabalhos de melhoramento genético do marmeleiro, visando, inicialmente, à reunião e ao estudo de novos tipos de germoplasma, e, em seguida, à obtenção e seleção de novas variedades, com características superiores de produção comercial, sobretudo alta produtividade, adaptabilidade, precocidade, rusticidade e resistência à entomosporiose, além de boa qualidade dos frutos às diferentes finalidades: indústria e mesa. Para esses trabalhos, a Seção de Fruticultura de Clima Temperado tem procurado introduzir e estudar o comportamento de alguns tipos de marmeleiros disponíveis nas principais Tegiões produtoras mundiais, a exemplo dos seguintes cultivares: Portugal, Cheldow, Champion, Açúcar (Sugar), Manning, Orange (Apple), INTA 37, INTA 117, INTA 147, EM-A (Tipo-A ou Anger) e, mais recentemente, Provence, objeto deste estudo (CAMPO DALL'ORTO, 1982; LAINE &QUAMME, 1975;MARTINEZ-ZAPORTA, 1964; RIGITANO, 1957). 2. MATERIAL E MÉTODOS 2.1. Origem do material O clone do marmeleiro 'Provence', utilizado neste estudo, foi cedido à Seção de Fruticultura de Clima Temperado, em 1979, pelos irmãos Caji, fruticultores e viveiristas estabelecidos em Atibaia (SP). Nessa localidade, o material fora introduzido diretamente da França, pelo saudoso fruticultor Rolf Herz, com a finalidade de servir como porta-enxerto para a produção comercial de mudas de pereiras das novas seleções lançadas pelo IAC (RIGITANO & OJIMA, 1972; RIGITANO et alii, 1975). 2.2. Observações fito técnicas As estacas, já enraizadas, recebidas no inverno de 1978, foram plantadas em recipientes de plástico contendo terra esterilizada, e deixadas a se desenvolver em condições de ripado, sob inspeções frequentes. Em março de 1980, verificada a sanidade do material, 16 mudas foram plantadas na Estação Experimental de Tietê, em linhas duplas, no espaçamento de 3,0 x 1,0 x l,0m, formando quincõncio, como parte integrante do ensaio de densidade de plantio do cultivar Portugal, e intercaladas como um dos blocos experimentais. Somente após a condução inicial com três ramos primários, a partir de 1980, seis ramos secundários, em 1981, e doze ramos terciários, em 1982, é que se consideraram as plantas com o esqueleto básico já formado. Durante o período de formação, o lote recebeu todos os tratamentos culturais e fitossanitários necessários. Em agosto de 1983, efetuou-se o tratamento de quebra de dormência e desfolhamento, o que induziu, a partir do início da segunda quinzena de outubro, abundante e coincidente florescimento nos dois cultivares — Provence e Portugal. Durante o florescimento, pôde-se verificar uma intensa movimentação de abelhas, por todo o ensaio, do que resultou um bom pegamento de frutos, cuja colheita foi efetuada em abril de 1984. Após contados e pesados, os frutos foram enviados, separadamente, a uma indústria na cidade de Tietê, especializada na confecção de doces de frutas, para o preparo experimental de amostras de marmelada dos dois cultivares destinados a posteriores testes de comparação. 3. RESULTADOS E DISCUSSÃO 3.1. Produtividade O experimento mostrou que 'Provence' é muito mais produtivo que 'Portugal'. Plantas de quatro anos de idade, no espaçamento de 3,0 x 1,0 x 1,0m, em sua frutificação inicial apresentaram produções médias de frutos equivalentes a 4.750kg/ha e 2.021kg/ha, para os marmeleiros 'Provence' e 'Portugal' respectivamente. (...truncated)


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Fernando Antonio Campo Dall'Orto, Mário Ojima, Wilson Barbosa, Orlando Rigitano, José Carlos Sabino, Ary de Arruda Veiga. Frutification of the quince tree cv. Provence, Bragantia, 1985, pp. 509-514, Volume 44, Issue 1, DOI: 10.1590/S0006-87051985000100050