Behavior of Mendoza INTA -37 quince cultivar

Bragantia, Jan 1987

Mendoza INTA-37 is a quince cultivar released by INTA in Argentina in 1969, and introduced in the State of São Paulo, Brazil, through AGROCICA, Jundiaí, State of São Paulo, in 1970. Its agronomic behavior was observed at the Instituto Agronômico of Campinas with respect to the adaptation to the mild winter of State of São Paulo. Mendoza INTA-37 presents vigorous trees and high fruit productivity. The fruits are big, of beautiful appearence and early ripening, showing to be an excellent raw material for industrialization as jam of high quality. These characteristics justify its inclusion in commercial orchards in São Paulo and in the quince breeding program of the Instituto Agronômico.Keywords : quince; Cydonia oblonga Mill.; 'Mendoza INTA-37'; productivity; jam.

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Behavior of Mendoza INTA -37 quince cultivar

COMPORTAMENTO DO MARMELEIRO 'MENDOZA INTA-37'(1) FERNANDO ANTONIO CAMPO DALL'ORTO (2< 5 ), MÁRIO OJIMA (2), WILSON BARBOSA (*• 5 ), FERNANDO PICARELLI MARTINS (3- 5 ) e ORLANDO RIGITANO (4) RESUMO Relatam-se observações e dados obtidos durante dez anos com o cultivar de marmelo Mendoza INTA-37, selecionado no Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária, Argentina, que apresentou excelente adaptação nas condições de inverno brando paulista. Os frutos são grandes, globosos e de belo aspecto. A polpa é clara, de consistência firme e textura meio grosseira; as lojas cartilaginosas são grandes e há pouca mucilagem envolvendo as sementes, relativamente pouco numerosas, cerca de 17 por fruto. A planta é de porte volumoso, vigorosa, produtiva e de baixa suscetibilidade à entomosporiose. O florescimento é um tanto tardio, porém os frutos amadurecem cedo, ao final de janeiro, nas condições de Jundiaí, SP. Os frutos apresentam aptidão para fins industriais, pois, manufaturados experimentalmente, resultaram em marmelada semelhante àquelas obtidas de modo artesanal, com os cultivares Portugal ou Smyrna. Essas características justificam a inclusão do cultivar Mendoza INTA-37 nos pomares comerciais em São Paulo, e no programa de melhoramento varietal do marmeleiro, do Instituto Agronômico. Termos de indexação: marmeleiro, Cydonia oblonga Mill., 'Mendoza INTA-37', frutificação, marmelada ou doce em pasta. (1) Recebido para publicação em 30 de outubro de 1985. (2) Seção de Fruticultura de Clima Temperado, Instituto Agronômico (IAC), Caixa Postal 28, 13001 Campinas (SP). (3) Estação Experimental de Jundiaf, IAC. • (4) Instituto Agronômico (IAC). (5) Com bolsa de suplementação do CNPq. 1. INTRODUÇÃO No mundo antigo e no Brasil Colônia, poucos frutos como os do marmeleiro tiveram tão relevante papel. Atualmente, é difícil encontrar uma frutífera com seu valor histórico-social tão pouco difundida e estudada. Apesar dessa relativa estagnação, a cultura do marmeleiro antecedeu em importância econômica ao café, constituindo o primeiro produto de exportação paulista, ainda nos tempos coloniais (DALL'ORTO, 1982). O marmeleiro (Cydonia oblonga Mill.) é uma frutífera perene da família das Rosáceas, de aptidão climática temperada e exigente de tratos culturais, mormente os fitossanitários. Adapta-se melhor aos solos orgânicos e requer um tíombate rígido à entomosporiose, doença fúngica que limita o seu cultivo. O plantio é feito por estacas enraizadas das variedades a explorar, que, de modo genérico, são exigentes de polinizaoão cruzada Os frutos raramente são consumidos "in natura", sendo quase sempre industrializados para a produção de marmelada. O marmelo pode ser ainda utilizado em geléias, compotas, sopas, licores, xaropes e em finos pratos salgados. Sua pectina também pode ser empregada em farmácia e perfumaria. Ultimamente, tem-se dado bastante ênfase ao uso do marmeleiro como porta-enxerto de pereiras e nespereiras, a fim de provocar o ananismo das variedades copas, permitindo maior adensamento dos pomares (DALL'ORTO, 1982) Nos últimos anos, a diminuição de oferta dessa matéria-prima vem sendo sentida pelas próprias indústrias, que a têm importado ou substituído em parte por maçã ou laranja. Em conseqüência, existem novamente estímulos à produção comercial econômica de marmelos, através de maior racionalização da cultura, incluindo a disponibilidade de cultivares opcionais, altamente promissores. Nesse particular, dentro do seu programa de melhoramento genético do marmeleiro, a Seção de Fruticultura de Clima Temperado do Instituto Agronômico vem conduzindo campos experimentais, instalados principalmente na Estação Experimental de Jundiaí e de Tietê, no sentido de pesquisar o comportamento de material introduzido de várias procedências e efetuar seleção para obtenção de novos cultivares. A finalidade básica do trabalho é selecionar marmeleiros bem adaptados às condições de inverno brando, com características agronômicas superiores, a saber, alta produtividade de frutos de boa qualidade para a indústria e para consumo "in natura", frutificação e maturação precoces, rusticidade das plantas e resistência ao agente causai da entomosporiose. Procura-se, também, a compatibilidade do material, para utilização do marmeleiro como porta-enxerto de pereira e nespereira. Como resultado desse trabalho de melhoramento, foi apresentado recentemente o cultivar Provence, que, em virtude de boa produtividade de frutos adequados à industrialização, é apontado como bastante promissor à exploração comercial (DALL'ORTO et ai., 1985). No entanto, é ainda restrito o número de cultivares disponíveis à marmelicultura em São Paulo e Estados vizinhos, onde predomina atualmente o chamado 'Portugal', seguido de 'Smyrna', de características que muito se assemelham. Nessas condições, toma-se oportuno o lançamento de um novo cultivar de marmelo que reúna as características agronômicas desejadas, capaz, inclusive, de proporcionar a ampliação do período de safra Esses requisitos são preenchidos pelas características particulares do marmeleiro 'Mendoza INTA-37", cuja apresentação constituí o objetivo principal deste trabalho. 2. MATERIAL E MÉTODOS 2.1 Origem do material Procedentes do Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária, Mendoza, Argentina, foram introduzidas no Instituto Agronômico, em 1970, borbulhas de três marmeleiros selecionados naquele País, para a produção precoce de frutos com qualidade superior e aptidão para fins industriais, de florada tardia e épocas distintas de maturação. Esses materiais, enviados ao Instituto Agronômico por E.C.M. Pereira, da firma AGROCICA, Jundiaí, compreendiam os cultivares Mendoza INTA-37, 117 e 147, lançados ao cultivo comercial na Argentina, em 1969, após quinze anos de trabalho de melhoramento varietal desenvolvido com o marmeleiro, a partir de sementes de polinização livre do 'Smyrna' (ROBY, 1969). 2.2 Observações f itotécnicas Logo após o recebimento do material, procedeu-se a sua enxertia, em marca de 1970, sobre marmeleiros 'Portugal', estabelecidos na coleção de germoplasma, em setembro do ano anterior, na Estação Experimental de Jundiaí. Para cada cultivar introduzido, destinaram-se três plantas, efetuando-se de três a seis enxertos de borbulhia, por planta A área ocupada por planta depois de estabelecida era de 15m 2 . Houve bom pegamento dos enxertos, que inicialmente se desenvolveram com vegetação exuberante. As plantas receberam, todos os anos, os tratamentos convencionais necessários à cultura: podas de inverno e de verão, pulverizações fitossanitárias, adubações, cobertura morta e cultivo do solo (CAMPINAS, 1980). No ano agrícola de 1975/76, nas plantas sobreenxertadas, constataramse pequenas produções iniciais apenas no 'Mendoza INTA-37". Nos anos subseqüentes, esse cultivar apresentou sempre produções crescentes e maiores do que as dos outros marmeleiros. A partir de 1975/76, e por dez anos consecutivos, controlou-se a produtividade dos marmeleiros em es (...truncated)


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Fernando Antonio Campo Dall'Orto, Mário Ojima, Wilson Barbosa, Fernando Picarelli Martins, Orlando Rigitano. Behavior of Mendoza INTA -37 quince cultivar, Bragantia, 1987, pp. 1-8, Volume 46, Issue 1, DOI: 10.1590/S0006-87051987000100001