Parasitism of Trichogramma pretiosum on diamondback moth eggs under different temperatures

Jan 2004

The parasitism capacity of Trichogramma pretiosum Riley (Hymenoptera: Trichogrammatidae) on eggs of Plutella xylostella (L.) (Lepidoptera: Plutellidae) was studied, under temperatures of 18; 20; 22; 25; 28; 30 and 32°C aiming to evaluate the number of days with parasitism, cumulated parasitism, total number of eggs parasitized per female and their longevity. Parasitism during the first 24 hours ranged from 1.6 to 16 eggs of P. xylostella per T. pretiosum female in the range of 18 to 32°C. Cumulated egg parasitism of P. xylostella by T. pretiosum reached 80% after 2; 16; 11; 3; 5; 4 and 7 days at 18; 20; 22; 25; 28; 30 and 32°C. Higher parasitism rates were recorded at 25; 28 and 30°C while longevity of T. pretiosum females varied from 2.3 to 13.3 days under temperatures of 18 to 32°C.

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Parasitism of Trichogramma pretiosum on diamondback moth eggs under different temperatures

PRATISSOLI, D.; PEREIRA, F.F.; BARROS, R.; PARRA, J.R.P.; PEREIRA, C.L.T. Parasitismo de Trichogramma pretiosum em ovos da traça-das-crucíferas sob diferentes temperaturas. Horticultura Brasileira, Brasília, v.22, n.4, p.754-757, out-dez 2004. Parasitismo de Trichogramma pretiosum em ovos da traça-das-crucíferas sob diferentes temperaturas Dirceu Pratissoli1; Fabricio F. Pereira1; Reginaldo Barros2; José R.P. Parra3; Cácia L.T. Pereira1 1 UFES, Alto Universitário S/N, C. Postal 16, 29500-000 Alegre-ES; 2Depto. Agronomia/Fitossanidade, UFRPE, Av. Dom Manuel de Medeiros S/N, Dois Irmãos, 52171-900 Recife-PE; 3Depto. Entomologia, Fitopatologia e Zoologia Agrícola, ESALQ/USP, C. Postal 09, 13418-900 Piracicaba-SP; E-mail: ; ; ; ; RESUMO ABSTRACT Estudou-se a capacidade de parasitismo de Trichogramma pretiosum Riley (Hymenoptera: Trichogrammatidae), em ovos de Plutella xylostella (L.)(Leptoptera: Plutellidae) nas temperaturas de 18; 20; 22; 25; 28; 30 e 32ºC, avaliando-se número de ovos parasitados diariamente, porcentagem acumulada de parasitismo, número total de ovos parasitados por fêmea e longevidade de fêmeas. O ritmo de parasitismo durante as primeiras 24 horas, oscilou de 1,6 a 16 ovos parasitados por fêmea de T. pretiosum nas temperaturas entre 18 e 32ºC. O parasitismo acumulado de ovos de P. xylostella, nas temperaturas de 18; 20; 22; 25; 28; 30 e 32ºC, atingiu 80%, aos 2; 16; 11; 3; 5; 4 e 7 dias, por T. pretiosum. As maiores taxas de parasitismo ocorreram nas faixas térmicas de 25; 28 e 30ºC. A longevidade média de fêmeas de T. pretiosum nas faixas térmicas compreendidas entre 18 e 32ºC, variaram de 2,3 a 13,3 dias. Parasitism of Trichogramma pretiosum on diamondback moth eggs under different temperatures Palavras-chave: Plutella xylostella, controle biológico, Trichogrammatidae. The parasitism capacity of Trichogramma pretiosum Riley (Hymenoptera: Trichogrammatidae) on eggs of Plutella xylostella (L.) (Lepidoptera: Plutellidae) was studied, under temperatures of 18; 20; 22; 25; 28; 30 and 32°C aiming to evaluate the number of days with parasitism, cumulated parasitism, total number of eggs parasitized per female and their longevity. Parasitism during the first 24 hours ranged from 1.6 to 16 eggs of P. xylostella per T. pretiosum female in the range of 18 to 32°C. Cumulated egg parasitism of P. xylostella by T. pretiosum reached 80% after 2; 16; 11; 3; 5; 4 and 7 days at 18; 20; 22; 25; 28; 30 and 32°C. Higher parasitism rates were recorded at 25; 28 and 30°C while longevity of T. pretiosum females varied from 2.3 to 13.3 days under temperatures of 18 to 32°C. Keywords: Plutella Trichogrammatidae. xylostella, biological control, (Recebido para publicação em 3 de março de 2004 e aceito em 27 de outubro de 2004) A tualmente, a traça-das-crucíferas Plutella xylostella (L.) é considerada a praga mais importante de crucíferas em todo o mundo e o custo com seu manejo tem sido estimado em mais de um bilhão de dólares por ano (Talekar e Shelton, 1993). As diversas estratégias de controle para esta praga têm resultado numa acentuada dependência de inseticidas, o que vem propiciando resistência de P. xylostella a pesticidas químicos e até mesmo biológicos como os produzidos a partir de Bacillus thuringiensis Berliner (Perez et al.,1997). O controle biológico de P. xylostella quando bem implantado pode ser excelente alternativa frente às habituais recomendações de controle químico (Krnjajic et al.,1997). O elevado número de trabalhos mencionando o complexo de parasitóides nas diferentes regiões produtoras de crucíferas demonstra a importância destes inimigos naturais para manutenção do nível populacional 754 desta praga abaixo do nível de dano econômico (Mitchel et al.,1998). Dentre estes agentes de controle biológico, os parasitóides de ovos pertencentes ao gênero Trichogramma destacam-se pelo fato de ter ampla distribuição geográfica, serem altamente especializados, além da comprovada eficiência no controle de pragas, sobretudo aquelas pertencentes à ordem Lepidoptera (Zucchi e Monteiro, 1997). Várias espécies de Trichogramma têm sido mencionadas como eficientes em relação ao seu potencial de uso no controle de P. xylostella em diversos países, como T. ostriniae Pang & Chen, T. chilonis Ishii e T. pintoi Voegelé na Alemanha (Wuhrer e Hassam, 1993), T. pretiosum e T. minutum Riley nos EUA (Vasquez et al., 1997), T. evanescens Westwood na Yugoslavia (Krnjajic et al.,1997); T. voegelei Pintureau, T. oleae Voegelé & Pointel, T. dendrolimi Matsumura, T. exiguum Pinto & Platner, T. chilonis, T. pretiosum, T. buesi Voegelé, T. ostriniae, e Trichogrammatoidea bactrae Nagaraja na França (Tabone et al.,1999). Aspectos biológicos de T. pretiosum já foram pesquisados em diferentes hospedeiros e temperaturas por Basso et al. (1998) no Chile, Harrison et al. (1985) nos EUA e Wuhrer e Hassan (1993) na Alemanha. Mas no Brasil, à exceção de Barros e Vendramin (1999), são escassos os relatos de pesquisas mencionando aspectos biológicos desse parasitóide quando criado em ovos de P. xylostella. Um dos fatores que pode ser responsável pelo sucesso ou fracasso da utilização de parasitóides do gênero Trichogramma no controle de lepidópteros-praga é o conhecimento de parâmetros biológicos deste parasitóide quando associado a determinado hospedeiro alvo, tais como capacidade e viabilidade do parasitismo, duração do ciclo de desenvolvimento, razão sexual e longevidade (Fuentes, 1994). Noldus Hortic. bras., v. 22, n. 4, out.-dez. 2004 Parasitismo de Trichogramma pretiosum em ovos da traça-das-crucíferas sob diferentes temperaturas (1989) ainda enfatiza que tais características podem ser altamente influenciadas por fatores físicos, como umidade, luz e principalmente temperatura. Assim, o estudo da capacidade de parasitismo de T. pretiosum em função da temperatura pode fornecer informações importantes para a implantação de programas de manejo integrado de P. xylostella, visto que, cada espécie de Trichogramma possui comportamento diferenciado e que pode variar de acordo com suas características intrínsecas, proporcionando uma maior ou menor adequação a um determinado ambiente e hospedeiro (Bleicher e Parra, 1990). Deste modo, esta pesquisa teve como objetivo obter informações básicas sobre aspectos biológicos de T. pretiosum criado em ovos de P. xylostella em diferentes temperaturas. MATERIAL E MÉTODOS Criação de P. xylostella Inicialmente, cerca de 500 pupas de P. xylostella provenientes da criação estoque do laboratório de Biologia de Insetos da Área de Fitossanidade da (UFRPE), foram transferidas para o laboratório de Entomologia do (CCAUFES), onde foi iniciada a criação da traça-das-crucíferas em folhas de couve, segundo método adotado por Barros e Vendramin (1999). Coleta, manutenção e multiplicação dos parasitóides A espécie T. pretiosum, proveniente da criação estoque do laboratório de Entomologia do (CCA-UFES), foi inicialmente coletada em plantios comerciais de tomate lo (...truncated)


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Dirceu Pratissoli, Fabricio F. Pereira, Reginaldo Barros, José R.P. Parra, Cácia L.T. Pereira. Parasitism of Trichogramma pretiosum on diamondback moth eggs under different temperatures, 2004, pp. 754-757, Volume 22, Issue 4, DOI: 10.1590/S0102-05362004000400017