Parasitism capacity of Trichogramma exiguum Pinto & Platner, 1978 (Hymenoptera: Trichogrammatidae) on different temperatures on Plutella xylostella (L., 1758) (Lepidoptera: Plutellidae) eggs
Ciência Rural, Santa Maria,
Capacidade
v.37, n.2,
de parasitismo
p.297-303, mar-abr,
de Trichogramma
2007
exiguum Pinto & Platner, 1978...
297
ISSN 0103-8478
Capacidade de parasitismo de Trichogramma exiguum Pinto & Platner, 1978
(Hymenoptera: Trichogrammatidae) em ovos de Plutella xylostella (L., 1758)
(Lepidoptera: Plutellidae) em diferentes temperaturas
Parasitism capacity of Trichogramma exiguum Pinto & Platner, 1978 (Hymenoptera:
Trichogrammatidae) on different temperatures on Plutella xylostella (L., 1758)
(Lepidoptera: Plutellidae) eggs
Fabricio Fagundes PereiraI* Reginaldo BarrosII Dirceu PratissoliIII
Cácia Leila Tigre PereiraIV Ulysses Rodrigues ViannaI
José Cola ZanuncioI
RESUMO
Estudou-se a capacidade de parasitismo de
Trichogramma exiguum Pinto & Platner, 1978 (Hymenoptera:
Trichogrammatidae) em ovos de Plutella xylostella (L., 1758)
(Lepidoptera: Plutellidae) nas temperaturas de 18, 20, 22, 25,
28, 30 e 32ºC, avaliando-se o número de ovos parasitados
diariamente, a porcentagem acumulada de parasitismo, o
número total de ovos parasitados por fêmea e a longevidade
de fêmeas. O ritmo de parasitismo, durante as primeiras 24
horas, oscilou de 1,5 a 11,7 ovos parasitados por fêmeas de T.
exiguum, nas temperaturas entre 18 e 32ºC. O parasitismo
acumulado de ovos de P. xylostella, nas temperaturas de 18,
20, 22, 25, 28, 30 e 32ºC, atingiu 80%, respectivamente, aos
10, 7, 8, 5, 5, 4 e 5 dias, por T. exiguum. As maiores taxas de
parasitismo obtidas por T. exiguum ocorreram nas faixas
térmicas de 25, 30 e 32ºC. A longevidade de fêmeas de T.
exiguum, nas faixas térmicas compreendidas entre 18 e 32ºC,
variou de 4,2 a 7,4 dias.
Palavras-chave: parasitóide, controle biológico, traça-dascrucíferas, temperatura.
ABSTRACT
The parasitism capacity of Trichogramma
exiguum Pinto & Platner, 1978 (Hymenoptera:
Trichogrammatidae) on eggs of Plutella xylostella (L., 1758)
(Lepidoptera: Plutellidae) was studied, under temperatures of
18, 20, 22, 25, 28, 30 and 32°C aiming at evaluating the
number of days with parasitism, cumulated parasitism, total
number of eggs parasited per female and their longevity.
Parasitism during the first 24 hours ranged from 1.5 to 11.7
eggs of P. xylostella per T. exiguum female in the range of 18
to 32°C. Cumulated egg parasitism of P. xylostella by T.
exiguum reached 80% after 10, 7, 8, 5, 5, 4 and 5 days at 18,
20, 22, 25, 28, 30 and 32°C. Higher parasitism rates were
recorded at 25, 30 and 32°C while longevity of T. exiguum
females varied from 4.2 to 7.4 days under temperatures of 18
to 32°C.
Key words: parasitoid, biological control, diamondback moth,
temperature.
INTRODUÇÃO
Plutella xylostella (L., 1758) (Lepidoptera:
Plutellidae) é a principal praga das crucíferas em escala
mundial, sendo responsável por grandes perdas em
plantios comerciais de repolho (CASTELO BRANCO
& GATEHOUSE, 2001). O controle químico é o método
de supressão populacional mais utilizado para P.
xylostella; entretanto, alguns inseticidas
recomendados para controle dessa praga vêm sofrendo
restrições de uso por serem ineficientes, devido ao
surgimento de populações resistentes (CASTELO
BRANCO et al., 2003).
O controle biológico de P. xylostella,
quando bem implantado, pode ser uma alternativa frente
às habituais recomendações de controle químico
I
Departamento de Biologia Animal/ Entomologia, Universidade Federal de Viçosa (UFV). Av. Ph Rolfs, 36571-000, Viçosa, MG,
Brasil. E-mail: . *Autor para correspondência.
II
Departamento de Agronomia /Fitossanidade, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), 52171-900, Recife, PE,
Brasil.
III
Departamento de Fitotecnia, Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Centro de Ciências Agrárias, Alegre, ES, Brasil.
IV
Departamento de Fitossanidade, Universidade Estadual Paulista (UNESP), Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias (FCAV),
14884-900, Jaboticabal, SP, Brasil.
Recebido para publicação 26.10.05 Aprovado em 16.08.06
Ciência Rural, v.37, n.2, mar-abr, 2007.
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Pereira et al.
(KRNJAJIC et al., 1997). O grande número de trabalhos
mencionando o complexo de parasitóides nas diferentes
regiões produtoras de crucíferas demonstra a
importância desses inimigos naturais para a
manutenção do nível populacional dessa praga abaixo
do nível de dano econômico (MITCHEL et al., 1998).
Dentre esses agentes de controle biológico,
os parasitóides de ovos do gênero Trichogramma
destacam-se pela ampla distribuição geográfica, por
serem altamente especializados, como também pela
comprovada eficiência no controle de pragas, sobretudo
aquelas pertencentes à ordem Lepidoptera (ZUCCHI
& MONTEIRO, 1997; HAJI et al., 2002).
O sucesso de programas de controle biológico
com espécies de Trichogramma depende de estudos
preliminares, porque estes organismos podem ser afetados
por muitos fatores, tais como hospedeiro, temperatura,
arquitetura e fenologia das plantas, vento e produtos
químicos (GOODENOUGH & WITZ, 1985).Atemperatura
é o fator climático que mais afeta os parasitóides desse
gênero, pois, dentro de determinados limites térmicos, a
taxa de desenvolvimento desses insetos pode aumentar
ou diminuir (PRATISSOLI et al., 2005).
Trichogramma exiguum Pinto & Platner,
1978 (Hymenoptera: Trichogrammatidae) foi
mencionada como eficiente em relação ao seu potencial
de uso no controle de P. xylostella na França (TABONE
et al., 1999). No Brasil, à exceção de BARROS &
VENDRAMIM (1999), PRATISSOLI et al. (2004) e
PEREIRA et al. (2004 a e b), são escassas as pesquisas
relatando aspectos biológicos desse inimigo natural
parasitando ovos de P. xylostella.
O estudo da capacidade de parasitismo
de T. exiguum em função da temperatura pode
fornecer importantes subsídios sobre parâmetros
comportamentais envolvidos no processo de
parasitismo e considerados relevantes para que o
potencial desse agente de controle biológico seja
efetivamente alcançado em programas de manejo
integrado de P. xylostella. Assim, o objetivo dessa
pesquisa foi obter informações sobre aspectos
biológicos de T. exiguum parasitando ovos de P.
xylostella em diferentes temperaturas.
MATERIAL E MÉTODOS
O experimento foi conduzido no Laboratório
de Entomologia do Centro de Ciências Agrárias da
Universidade Federal do Espírito Santo (CCA-UFES).
Criação de P. xylostella
Cerca de 500 pupas de P. xylostella
provenientes da criação-estoque do laboratório de
Biologia de Insetos da Área de Fitossanidade da
Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
foram transferidas para o Laboratório de Entomologia
do CCA-UFES, onde foi iniciada a criação da traçadas-crucíferas em folhas de couve, segundo método
adotado por BARROS & VENDRAMIM (1999).
Coleta, manutenção e multiplicação do parasitóide
T. exiguum foi coletada em plantios de
tomate, no município de Muniz Freire, ES. Para a coleta
dessa espécie, foram utilizadas cartelas contendo ovos
de Anagasta kuehniella (Zeller, 1879) (Lepidoptera:
Pyralidae) inseridas em pequenas gaiolas
confeccionadas com tela do tipo mosquiteiro,
grampeadas nas f (...truncated)