Structure and aspects of natural regeneration of a Mixed Ombrophyllous Forest at Parque Estadual de Campos do Jordão, São Paulo State, Brazil

Hoehnea, Jan 2012

The objective of this study was to evaluate the floristics and structural differences between adult and regenerating components of a stretch of Mixed Ombrophyllous Forest at Parque Estadual de Campos do Jordão, within the scope of raising hypotheses on its successional trajectory. In order to sample the adult component (CBH > 15 cm), 50 permanent plots of 10 × 20 m were allotted while five sub-plots of 1 × 1 m of the regenerating component (h > 30 cm and CBH < 15 cm) were allotted in each plot. In the adult component, 1,770 individuals were sampled, distributed in 58 species, 38 genus and 26 families (H' = 3.08 and J = 0.73). In the regenerating component, 576 individuals, 55 species, 39 genus and 23 families (H' = 3.41 and J = 0.84) were sampled. We have concluded that procedures for conservation of the coniferous are needed.Palavras-chave : Araucaria angustifolia; phytogeography; phytosociology; regeneration; understorey.

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Structure and aspects of natural regeneration of a Mixed Ombrophyllous Forest at Parque Estadual de Campos do Jordão, São Paulo State, Brazil

Hoehnea 39(3): 387-407, 5 tab., 5 fig., 2012 Estrutura e aspectos da regeneração natural de Floresta Ombrófila Mista no Parque Estadual de Campos do Jordão, SP, Brasil Rose Pereira Muniz de Souza1,3, Vinícius de Castro Souza1, Rodrigo Trassi Polisel2 e Natália Macedo Ivanauskas2 Recebido: 6.05.2011; aceito: 24.07.2012 ABSTRACT - (Structure and aspects of natural regeneration of a Mixed Ombrophyllous Forest at Parque Estadual de Campos do Jordão, São Paulo State, Brazil). The objective of this study was to evaluate the floristics and structural differences between adult and regenerating components of a stretch of Mixed Ombrophyllous Forest at Parque Estadual de Campos do Jordão, within the scope of raising hypotheses on its successional trajectory. In order to sample the adult component (CBH ≥ 15 cm), 50 permanent plots of 10 × 20 m were allotted while five sub‑plots of 1 × 1 m of the regenerating component (h ≥ 30 cm and CBH < 15 cm) were allotted in each plot. In the adult component, 1,770 individuals were sampled, distributed in 58 species, 38 genus and 26 families (H' = 3.08 and J = 0.73). In the regenerating component, 576 individuals, 55 species, 39 genus and 23 families (H' = 3.41 and J = 0.84) were sampled. We have concluded that procedures for conservation of the coniferous are needed. Key words: Araucaria angustifolia, phytogeography, phytosociology, regeneration, understorey RESUMO - (Estrutura e aspectos da regeneração natural de Floresta Ombrófila Mista no Parque Estadual de Campos do Jordão, SP, Brasil). O estudo buscou avaliar diferenças florísticas e estruturais entre os componentes adulto e regenerante de trecho de Floresta Ombrófila Mista em Campos do Jordão, a fim de levantar hipóteses sobre sua trajetória sucessional. Para amostragem do componente adulto (CAP ≥ 15 cm) foram instaladas 50 parcelas permanentes de 10 × 20 m e, em cada uma dessas, cinco subparcelas de 1 × 1 m para amostragem do componente regenerante (h ≥ 30 cm e CAP < 15 cm). No componente adulto foram amostrados 1.770 indivíduos, distribuídos em 58 espécies, 38 gêneros e 26 famílias (H' = 3,08 e J = 0,73). Já entre os regenerantes foram observados 576 indivíduos, 55 espécies, 39 gêneros e 23 famílias (H' = 3,41 e J = 0,84). Constatou‑se que são necessárias ações de manejo para a conservação in situ das coníferas locais. Palavras-chave: Araucaria angustifolia, dinâmica, fitogeografia, fitossociologia, sucessão natural Introdução A Floresta Ombrófila Mista é uma região fitoecológica típica do Sul do Brasil, presente em área contínua nos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná (Veloso 1992). No entanto, algumas manchas disjuntas são encontradas em áreas de maior altitude na região Sudeste, é o caso do planalto de Campos do Jordão, que se configura como uma paisagem de exceção, inserida em região caracterizada por formações tropicais (Ab'Sáber 1977). A partir do século XX, a exploração madeireira, a substituição da vegetação pela agropecuária e a 1. 2. 3. ampliação das zonas urbanas provocaram a redução da área originalmente ocupada por Floresta Ombrófila Mista. Estima‑se que os remanescentes de Floresta Ombrófila Mista, nos estágios primários ou mesmo avançados, não perfazem mais do que 0,7% da área original em território brasileiro (Medeiros et al. 2005). No Estado de São Paulo, a Floresta Ombrófila Mista recobre 174.681 ha, mas 80% da área corresponde à vegetação secundária (Kronka et al. 2005). Esse cenário resultou na inclusão do ecossistema na categoria de criticamente ameaçado e sua espécie típica, Araucaria angustifolia (Bert.) O. Kuntze, foi considerada em perigo de extinção (Medeiros et al. 2005). Universidade de São Paulo, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Departamento de Ciências Biológicas, Herbário E.S.A., Av. Pádua Dias, 11, Caixa Postal 9, 13418-900 Piracicaba, SP, Brasil Instituto Florestal, Seção de Ecologia, Rua do Horto, 931, 02377-000 São Paulo, SP, Brasil Autor para correspondência: 388 Hoehnea 39(3): 387-407, 2012 O processo de sucessão da Floresta Ombrófila Mista está relacionado com a dinâmica populacional da Araucaria angustifolia. Essa espécie é emergente e determinante da fisionomia da vegetação que, ao colonizar áreas abertas ou campos, cria condições de umidade e fertilidade do solo que facilitam o recrutamento de outras espécies de plantas. No entanto, com o pleno desenvolvimento do subosque, os indivíduos adultos de araucária passam a ser encontrados somente nos estratos superiores, porque as condições de sombreamento impedem o recrutamento de novos indivíduos dessa espécie (Solórzano‑Filho & Kraus 1999). O conhecimento sobre a estrutura, composição e dinâmica da Floresta Ombrófila Mista ainda é incipiente, sobretudo para os remanescentes paulistas. A maioria dos estudos sobre a Floresta Ombrófila Mista foi realizada no sul do Brasil, em sua área core de ocorrência, como demonstrado por Sanquetta & Mattei (2006). Uma boa síntese sobre a composição florística e a estrutura dessas comunidades é apresentada em Jarenkow & Budke (2009). Nas áreas disjuntas da região sudeste do Brasil foram realizados estudos florísticos na Serra da Mantiqueira em Minas Gerais (Meireles et al. 2008) e levantamentos florísticos (Robim et al. 1990) e fitossociológicos (Los 2004) em São Paulo, sendo esses os únicos trabalhos realizados em Floresta Ombrófila Mista em território paulista. Dessa maneira, visando preencher parte da lacuna de conhecimentos sobre a Floresta Ombrófila Mista, teve início o projeto temático para o estudo da Floresta Ombrófila Mista no Estado de São Paulo (Cardoso 2004, Ivanauskas 2007). Adotando o mesmo protocolo de amostragem para a comunidade arbórea, foram avaliados trechos florestais na Serra da Bocaina, nas Bacias Hidrográficas do Alto Ribeira e do Alto Paranapanema. Como parte do projeto temático, este estudo tem por objetivo avaliar a florística e a estrutura dos componentes adulto e regenerante de trecho de Floresta Ombrófila Mista na Serra da Mantiqueira para, assim, levantar hipóteses sobre a sua trajetória sucessional. Material e métodos O planalto de Campos do Jordão localiza‑se na Serra da Mantiqueira, caracterizada por relevo declivivoso com altitudes entre 1.000 e 2.000 m (Modenesi 1988). O Parque Estadual de Campos do Jordão (PECJ), criado em 1941, possui 8.172 ha e localiza‑se no município de Campos do Jordão, Nordeste do Estado de São Paulo. O clima regional é temperado brando sem estiagem (Cfb), segundo o sistema de Köppen (Seibert et al. 1975). Os aspectos climáticos que caracterizam e diferenciam a região referem‑se às amplitudes entre temperaturas máximas e mínimas, tanto anuais quanto diárias, e a ocorrência de geadas (Modenesi 1988). O mês mais quente é fevereiro, com temperatura média de 22,5 °C e as temperaturas mais baixas são observadas de maio a agosto, com médias entre 15 °C e 16,7 °C (período observado de 1961 a 1990, Sentelhas et al. 1999). No entanto, no inverno (julho) foi registrad (...truncated)


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Rose Pereira Muniz de Souza, Vinícius de Castro Souza, Rodrigo Trassi Polisel, Natália Macedo Ivanauskas. Structure and aspects of natural regeneration of a Mixed Ombrophyllous Forest at Parque Estadual de Campos do Jordão, São Paulo State, Brazil, Hoehnea, 2012, pp. 387-407, Volume 39, Issue 3, DOI: 10.1590/S2236-89062012000300004