Anodic electrodissolution in flow injection system: a fast and efficient alternative for alloys dissolution
DIVULGAÇÃO
ELETRODISSOLUÇÃO ANÓDICA EM SISTEMA DE INJEÇÃO EM FLUXO: UMA ALTERNATIVA RÁPIDA E
EFICIENTE PARA DISSOLUÇÃO DE LIGAS METÁLICAS
José Bento Borba da Silva
Departamento de Química - ICEx - Universidade Federal de Minas Gerais - 31270-901 - Belo Horizonte - MG
Ivan Gonçalves de Souza
Departamento de Química - Universidade Federal de Santa Catarina - Trindade - CP 476 - 88040-900 - Florianópolis - SC
Ana Paula G. Gervasio
Instituto de Química de São Carlos - Universidade de São Paulo - 13560-970 - São Carlos - SP
Recebido em 19/10/98; aceito em 13/8/99
ANODIC ELECTRODISSOLUTION IN FLOW INJECTION SYSTEM: A FAST AND EFFICIENT
ALTERNATIVE FOR ALLOYS DISSOLUTION. Anodic electrodissolution procedure in a flow
injection system for determination of constituents in alloys is discussed. This approach implement
sample preparation procedure by using a chamber and a DC power supply with constant direct
current. Solid sample was attached to chamber as anode. In this review a general overview of
these procedure is presented. The procedure presented a good performance characterized by a
high sample throughput determinations, good accuracy and relative standard deviation.
Keywords: anodic electrodissolution; alloys; FIA.
INTRODUÇÃO
O monitoramento da composição química, de diferentes classes de ligas metálicas, é um trabalho rotineiro nas indústrias
siderúrgica e metalúrgica, diante da necessidade de se produzirem ligas com composição exatamente conhecida em seus constituintes. Alterações nos teores de certos componentes, mesmo
em quantidades muito pequenas, podem prejudicar a qualidade
do produto em relação às características desejáveis.
Encontram-se disponíveis na literatura um grande número de
metodologias empregando variadas técnicas analíticas para a
quantificação dos elementos que compõem as ligas metálicas.
Para a escolha da metodologia mais adequada para uma determinada situação, deve-se levar em conta fatores distintos como
a exatidão e precisão necessárias, disponibilidade de equipamentos e reagentes, além da velocidade de obtenção dos resultados
analíticos. Considerando-se que o controle de qualidade nestas
indústrias requer a obtenção cada vez mais veloz dos resultados,
a possibilidade de se efetuar a análise deste material diretamente
na forma sólida torna-se bastante atrativa, uma vez que a velocidade de emissão de resultados é normalmente limitada pelo
tempo consumido na etapa de preparação da amostra1.
Entre os métodos que possibilitam o emprego da amostra na
forma sólida, os mais utilizados são a espectrometria de emissão óptica com fonte de arco ou centelha (OES), e a espectrometria de fluorescência de raios-X2. Pode-se destacar algumas
vantagens oferecidas por estes métodos, tais como o aumento
da velocidade de emissão dos resultados e a eliminação dos
problemas inerentes aos processos de dissolução ácida das ligas, isto é, contaminações causadas por reagentes e vidrarias e
perda de elementos por volatilização3-5. Por outro lado, estes
métodos caracterizam-se por necessitarem de materiais de referência certificados ou padrões secundários para a calibração
dos equipamentos, além de envolverem uma instrumentação
complexa e dispendiosa, o que limita seu emprego às indústrias de grande porte. Além disso, apresentam usualmente limitadas faixas de trabalho, pobre precisão, problemas relacionados
a efeito de matriz e limites de detecção insuficientes para
muitas aplicações6.
Mais recentemente, outros métodos de trabalho do material
diretamente na forma sólida têm sido propostos. Assim,
metodologias que utilizam a técnica da descarga brilhante (“Glow
Discharge”), a ablação por faísca (“Spark Ablation”) e a ablação
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por laser (“Laser Ablation”), principalmente acoplados a
espectrômetro de absorção atômica (AAS) e espectrômetro de
emissão atômica (AES) ou de massa (ICP-MS), tem sido desenvolvidas2. Não obstante, estas técnicas também apresentam problemas em relação a calibração do equipamento, bem como na
precisão das determinações, embora venham sendo utilizadas
com sucesso em aplicações bastantes específicas2,7.
Um olhar mais detalhado ao volume de publicações na área
metalúrgica nos últimos anos revela que a espectrometria de
absorção (AAS) ou emissão atômica (AES) são as técnicas que
melhor tem sido exploradas no controle da produção de ligas
metálicas. Desde sua introdução em 1960, o espectrômetro de
absorção atômica vem sendo empregado em laboratórios de
análises de aços e de ligas não ferrosas8. Apesar da técnica ser
considerada lenta para aplicação na etapa de controle de produção, continua tendo importância vital para caracterização do
produto acabado, entre outras aplicações tolerantes a tempo. A
espectrometria de emissão atômica, quando acoplada a uma
fonte de plasma induzido (ICP-AES), vem se consolidando
como poderosa ferramenta para a avaliação da qualidade de
matérias primas, processos e produtos finais2,9. A técnica de
ICP-AES caracteriza-se pela possibilidade de determinações
multi-elementares, além da possibilidade de admitir introdução
de amostras nas formas líquidas, de aerossóis ou, com auxílio
de periféricos apropriados (uma fonte de corrente direta - DC,
por exemplo), permite que a partir do desgaste de amostras
sólidas, um gás contendo vapores do material possa ser introduzido no plasma. A despeito destas possibilidades, contudo,
persistem os problemas de calibração e de baixa precisão. Este
último, devido a problemas de repetibilidade no desgaste ou
transporte dos vapores metálicos até o plasma.
A forma mais usual de introdução de amostra nestas duas técnicas (AAS e AES) continua sendo a nebulização pneumática de
soluções das amostras. Neste sentido, em se tratando de amostras
de ligas metálicas, há a necessidade de uma etapa prévia de dissolução da mesma, a qual possibilite a obtenção de uma solução
contendo os elementos presentes na liga. Em uma primeira etapa,
as ligas são usualmente fragmentadas à forma de limalhas ou pós.
Posteriormente uma determinada quantidade de material é pesado
e então submetido ao processo de dissolução10. Nesta etapa, geralmente são empregadas misturas ácidas, misturas fundentes de sais
ou peróxidos, entre outros reagentes. O uso de temperaturas adequadas em sistemas abertos ou fechados (bombas digestoras) e
QUÍMICA NOVA, 23(2) (2000)
mais recentemente, o uso de forno de microondas, contribuem
para agilizar os processos de dissolução10,11. Nos procedimentos
em sistema aberto há riscos de contaminação, o que pode prejudicar significativamente a confiabilidade na determinação de elementos traços11. Para escolha do procedimento mais adequado para
a dissolução do material da amostra, deve-se levar em conta a
composição química e estrutura física da amostra e a técnica a ser
empregada para a quantificação das espécies dissolvidas. Um fator comum nestes procedimentos, é que são geralmente lentos,
além de consumirem elevadas quantidades de reagentes, se transformando em fontes de contaminação ou contrariamente, pod (...truncated)