Influence of packing and storage conditions on the vigor of sesame seeds

Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, Jan 2003

In Brazil, the storage problems are very serious and the losses in this phase are considerable. The physiological quality of the seeds after the storage must be evaluated, or the desired yields will not be attained. In the present study the objective was to analyse the vigor of sesame (Sesamum indicum) seeds after storage for six months under controlled and ambient conditions in Campina Grande city, Paraíba State, Brazil. The samples were conditioned in packings of paper bags, plastic sacks and metallic cans. The research showed that the vigor did not present significant differences for the two conservation conditions studied. The highest vigor was obtained for the seeds conditioned in impermeable packings.

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Influence of packing and storage conditions on the vigor of sesame seeds

519 Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, v.7, n.3, p.519-524, 2003 Campina Grande, PB, DEAg/UFCG - http://www.agriambi.com.br Influência das embalagens e condições de armazenamento no vigor de sementes de gergelim Márcia R. de Q. A. Azevedo 1, Josivanda P. G. de Gouveia2, Dilma M. de M. Trovão3 & Vicente de P. Queiroga4 Doutoranda em Rec. Naturais da UFCG. Prof. Vis. da UEPB, Campina Grande, PB. E-mail: (Foto) DEAg/CCT/UFCG. Campina Grande, PB. E-mail: 3 Doutoranda em Recursos Naturais da UFCG. Campina Grande, PB. E-mail: 4 Embrapa Algodão. Campina Grande, PB. E-mail: 1 2 Protocolo 46 - 7/3/2003 - Aprovado em 31/10/2003 Resumo: No Brasil, os problemas de armazenamento são sérios e as perdas, nessa fase, consideráveis. A qualidade fisiológica das sementes enquanto armazenadas deve ser avaliada, sob pena de não se obter a produtividade desejada. O presente estudo foi desenvolvido tendo como objetivo a análise do vigor de sementes de gergelim (Sesamum indicum) depois de armazenado durante seis meses, em condições controladas (câmara seca) e condições ambientais de Campina Grande, PB, acondicionadas em embalagens de sacos de papel, sacos de plástico e recipientes metálicos. A pesquisa mostrou que o vigor não apresentou diferenças significativas para as duas condições de conservação estudadas. O maior vigor apresentado foi das sementes acondicionadas em embalagens impermeáveis. Palavras-chave: armazenamento, embalagem, Sesamum indicum, vigor Influence of packing and storage conditions on the vigor of sesame seeds Abstract: In Brazil, the storage problems are very serious and the losses in this phase are considerable. The physiological quality of the seeds after the storage must be evaluated, or the desired yields will not be attained. In the present study the objective was to analyse the vigor of sesame (Sesamum indicum) seeds after storage for six months under controlled and ambient conditions in Campina Grande city, Paraíba State, Brazil. The samples were conditioned in packings of paper bags, plastic sacks and metallic cans. The research showed that the vigor did not present significant differences for the two conservation conditions studied. The highest vigor was obtained for the seeds conditioned in impermeable packings. Key words: storage, packaging, Sesamum indicum, vigour INTRODUÇÃO Um dos problemas enfrentados pelos agricultores do nordeste brasileiro é, além da escassez de água e da qualidade das terras, a baixa qualidade das sementes adquiridas, que acarreta prejuízos para os agricultores e para a economia nacional. Pesquisas têm sido realizadas pela Embrapa e outros centros de pesquisa, objetivando o desenvolvimento de genótipos de melhor qualidade fisiológica e mais resistente às condições adversas, com aumento de produtividade. A qualidade da semente é fator de extrema importância para que se obtenha a produtividade esperada, e o armazenamento é prática fundamental para o controle da qualidade fisiológica da semente sendo, um método por meio do qual, pode-se preservar a viabilidade das sementes e manter o seu vigor em nível razoável no período compreendido entre o plantio e a colheita. Os problemas de armazenamento estão dentre os mais comuns que entravam o desenvolvimento dos programas de sementes nos países menos desenvolvidos, em que uma das causas principais são as condições climáticas relativamente adversas, como altas temperaturas e umidades relativas, que prevalecem na maioria desses países e afetam, de maneira direta e indireta, as sementes uma vez que, devido as suas propriedades higroscópicas, a água dentro delas está sempre em equilíbrio com a umidade relativa do ar. Alto teor de umidade nas sementes, combinado com altas temperaturas, acelera os processos naturais de degeneração dos sistemas biológicos, de maneira que, sob estas condições, as sementes perdem seu vigor rapidamente e algum tempo depois sua capacidade de germinação (Almeida et al., 1997). Fonseca et al. (1980) estudando o armazenamento de sementes de feijão acondicionadas em sacos de algodão em 520 M.R. de Q.A. Azevedo et al. três sistemas de armazenamento (ambiente normal de armazém; câmara fria-seca com temperatura de 12 ºC e umidade relativa do ar de 30%; câmara seca à temperatura ambiente, com umidade relativa igual ao sistema anterior), fazendo a determinação do poder germinativo e do vigor a cada dois meses durante quatro anos, verificaram que, para a armazenagem em curto prazo, não houve diferenças significativas entre os tratamentos. Em longo prazo, os valores de germinação e vigor apresentaram diferenças entre os sistemas, tendo sido o ambiente natural o que proporcionou resultados piores em relação aos controlados. Bosco et al. (1980) pesquisando a influência de diferentes ambientes sobre a qualidade fisiológica de sementes de feijão Vigna, acondicionadas em dois tipos de embalagem (sacos de papel multifoliado e juta) armazenou durante 12 meses em câmara fria e seca, localizada em Petrolina, PE, sementes de feijão com 8,2% de umidade. Utilizando o mesmo tempo, tipos de embalagem e teor de umidade da semente, armazenaram o feijão em armazém aberto nas cidades de Campina Grande, PB, Petrolina, PE, e, Belém, PA, concluindo que as condições de armazém aberto de Campina Grande e Petrolina foram favoráveis ao armazenamento das sementes, durante oito meses. Nas condições de armazém aberto de Belém, as sementes acondicionadas nas duas embalagens absorveram tanta umidade, que depois de quatro meses, apresentaram elevadas perdas de viabilidade e vigor. Harrington (1959) e Toledo & Marcos Filho (1977) classificaram os tipos de embalagem quanto ao grau de permeabilidade, em três categorias: permeáveis, semipermeáveis e impermeáveis, razão pela qual a longevidade da semente armazenada pode variar, quando se empregam diferentes tipos de embalagem, em razão da troca de umidade. Delouche & Potts (1974) afirmaram que embalagens herméticas (latas metálicas, sacos de plástico à prova de umidade, sacos de papel ou de plástico laminado com folha de alumínio, dentre outros) requerem que a umidade das sementes seja reduzida ainda mais para obtenção de uma boa armazenagem (10% ou menos para os cereais e 9% ou menos para sementes oleaginosas). O período de bom armazenamento será aumentado pela embalagem hermética. Owen (1956) observou que sementes de gergelim (Sesamum indicum L.) mantiveram a viabilidade durante três anos quando armazenadas em recipientes herméticos. Torsello et al. (1968) estudaram a conservação de sementes de feijão, milho e arroz em sacaria de algodão, em condições normais de armazenamento, durante 22 e 26 meses. O feijão manteve-se com germinação de 86% até o 22° mês, reduzindo para 62% no final do 26º mês. O milho decresceu de 96 para 57% depois de 22 meses de conservação, enquanto o arroz apresentou diminuição de 86 para 75% no período citado. Razera et al. (1986) estudando o armazenamento de sementes de arroz e milho em diferentes embalagens (...truncated)


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Márcia R. de Q. A. Azevedo, Josivanda P. G. de Gouveia, Dilma M. de M. Trovão, Vicente de P. Queiroga. Influence of packing and storage conditions on the vigor of sesame seeds, Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, 2003, pp. 519-524, Volume 7, Issue 3, DOI: 10.1590/S1415-43662003000300019