Effects of exposure to altitude on neuropsychology aspects: a literature review

Brazilian Journal of Psychiatry, Jan 2010

OBJECTIVE: Discuss the effects of altitude exposure on neuropsychological functions. METHOD: We have conducted a literature review using as source indexed articles at Pubmed in the period from 1921 to 2008, using the following key words: "cognition and hypoxia", "hypoxia and neuropsychology", "acute hypoxia", "chronic hypoxia", and "acclimatization and hypoxia", as well as specific books on the subject. DISCUSSION: Acute and chronic effects of Hypoxia can alter many of the neuropsychological functions in different altitudes due to physiological changes resulted by the oxygen (O2) partial decrease that can lead to neuropsychological alterations in individuals exposed to high altitudes. CONCLUSION: Individuals exposed to high altitudes must use an O2 supplementation and the practice of acclimatization, among other strategy ways that can be used in order to minimize the negative effects of hypoxia on neuropsychological aspects.Palavras-chave : Hypoxia; Neuropsychology; Altitude; Acclimatization; Disease prevention.

Article PDF cannot be displayed. You can download it here:

http://www.scielo.br/pdf/rbp/v32n1/aop1309.pdf

Effects of exposure to altitude on neuropsychology aspects: a literature review

revisão Efeitos da exposição à altitude sobre os aspectos neuropsicológicos: uma revisão da literatura Effects of exposure to altitude on neuropsychology aspects: a literature review Valdir de Aquino Lemos1,3, Hanna Karen Moreira Antunes2,3, Ronaldo Vagner Thomatieli dos Santos2,3, Juliana Martuscelli da Silva Prado3, Sergio Tufik1,3,4, Marco Túlio De Mello1,3,4 1 2 3 4 Departamento de Psicobiologia, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), São Paulo (SP), Brasil Departamento de Biociências, Campus da Baixada Santista, Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Santos (SP), Brasil Centro de Estudos em Psicobiologia e Exercício (CEPE), São Paulo (SP), Brasil Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) Resumo Objetivo: Discutir os efeitos da exposição à altitude sobre as funções neuropsicológicas. Método: Foi realizada uma revisão de literatura usando como fonte de pesquisa artigos indexados no Pubmed, no período de 1921 a 2008, utilizando as palavras-chave “cognition and hypoxia”, “hypoxia and neuropsychology”, “acute hypoxia”, “chronic hypoxia” e “acclimatization and hypoxia”, além de livros específicos do assunto. Discussão: Os efeitos agudos e crônicos da hipóxia podem alterar inúmeras funções neuropsicológicas em diferentes altitudes, decorrentes de alterações fisiológicas que resultam da diminuição parcial de oxigênio (O2), que podem levar as alterações neuropsicológicas, como atenção, memória, tomada de decisão e demais funções executivas, em indivíduos expostos a grandes altitudes. Conclusão: Indivíduos que se expõem às grandes altitudes devem utilizar suplementação de O2 e prática de aclimatização, entre outras estratégias para minimizar os efeitos negativos da hipóxia nos aspectos neuropsicológicos. Descritores: Hipóxia; Neuropsicologia; Altitude; Aclimatação; Prevenção de doenças Abstract Objective: Discuss the effects of altitude exposure on neuropsychological functions. Method: We have conducted a literature review using as source indexed articles at Pubmed in the period from 1921 to 2008, using the following key words: “cognition and hypoxia”, “hypoxia and neuropsychology”, “acute hypoxia”, “chronic hypoxia”, and “acclimatization and hypoxia”, as well as specific books on the subject. Discussion: Acute and chronic effects of Hypoxia can alter many of the neuropsychological functions in different altitudes due to physiological changes resulted by the oxygen (O2) partial decrease that can lead to neuropsychological alterations in individuals exposed to high altitudes. Conclusion: Individuals exposed to high altitudes must use an O2 supplementation and the practice of acclimatization, among other strategy ways that can be used in order to minimize the negative effects of hypoxia on neuropsychological aspects. Descriptors: Hypoxia; Neuropsychology; Altitude; Acclimatization; Disease prevention Introdução Atualmente, há uma grande procura por práticas de atividades físicas relacionadas à altitude, como caminhada, montanhismo e esqui, no Brasil e em diversos outros países. Além disso, passeios e estadias em altitudes elevadas por períodos curtos ou prolongados a trabalho também são muito praticados1,2. A elevação da altitude faz com que a pressão barométrica em relação ao nível do mar diminua, resultando em uma redução da pressão parcial de oxigênio (O2) para o organismo (sangue e tecidos corporais)3. A esta diminuição da parcialidade da oferta de O2 denomina-se hipóxia, responsável por respostas às grandes altitudes4. Portanto, de modo geral, os efeitos agudos e crônicos da hipóxia podem acarretar no ser humano alterações fisiológicas e também cerebrais.5 Fisiologicamente, na vigência da exposição às grandes altitudes, o indivíduo tenta adaptar-se e o organismo humano produz respostas em vários sistemas, por isso acontecem diferentes ajustes que vão desde alterações no sistema cardiovascular até o músculo esquelético, passando pelo endócrino, imune, até chegar ao cérebro6. Tais alterações fisiológicas, decorrentes da diminuição da oferta de O2, afetam a manutenção das funções cerebrais e físicas, que dependem de um percentual de 21% de O2 para funcionar adequadamente7. Uma em cada oito pessoas que se propõem a escalar a maior montanha do mundo, por exemplo, o Monte Evereste, com 8.848m de altitude, morre. De cada quatro pessoas que atingem Submetido: 28 Abril 2009 Aceito: 16 Julho 2009 Correspondence Marco Túlio de Mello Rua Marselhesa, 535, Vila Clementino 04020-060 São Paulo, SP, Brasil Fax: (+55 11) 5572-0177 E-mail: 70 • Revista Brasileira de Psiquiatria • vol 32 • nº 1 • mar2010 Hipóxia e aspectos neuropsicológicos o cume da montanha com sucesso, há pelo menos um que perde a vida durante a descida ou durante a subida logo após uma longa exposição à altitude. Todos os anos, uma parcela grande de pessoas também segue a outros lugares do mundo com altitudes elevadas, como Machu Picchu, Andes boliviano, Alpes suíços, entre outros ambientes que também podem colocar a vida de pessoas em risco em decorrência da hipóxia8. Somente nas montanhas localizadas na região dos Himalaias, no período de 1950 a 2006, foi registrada uma média de 784 mortes em altitudes elevadas, o equivalente a 14 óbitos por ano9. Este dado é assustador, quando se compara com outro tipo de esporte considerado de alto risco, como, por exemplo, o boxe, que no período de 1890 a 2007, resultou em uma média de 923 óbitos, o equivalente a oito pessoas por ano em todo o mundo10. Tais dados indicam que os números de óbitos em ambientes de hipóxia podem ser até maiores do que aqueles gerados pela prática de esportes considerados de alto risco. Assim, indivíduos expostos a 610-2.440m já podem apresentar alterações na aprendizagem11 e, em altitudes acima de 3.500m, podem ocorrer comportamentos ansiosos e sintomas da Doença Aguda da Montanha, tais como cefaléia, insônia, taquicardia, falta de ar e vertigens, semelhantes aos relatos de ataques de pânico ou de ansiedade severa. Esses comportamentos são ocasionados por uma hiperventilação em consequência da hipóxia, que pode levar a uma diminuição das concentrações de dióxido de carbono no sangue arterial12,13. Em altitudes de 5.000m, os efeitos da hipóxia podem produzir no organismo menor resistência muscular nos braços e nas pernas, dores de cabeça, tonturas, dificuldades para respirar e, além disso, alterações visuomotoras, mudanças de personalidade (como sintomas obsessivo-compulsivos e hostilidade, pelas diminuições da pressão de O2 inspirado pela traquéia), pressão alveolar de O2, pressão parcial de O2 na artéria sanguínea e pela saturação de hemoglobina com O2 no sangue arterial. O resultado da falta de O2 é, portanto, crucial como mecanismo no desenvolvimento de problemas físicos que podem levar às alterações neuropsicológicas em grandes altitudes14-16. A 6.000m de altitude, a média de erros em avaliações neuropsicológicas para indivíduos não aclimatizados são maiores em relação àqueles aclimatizados, porq (...truncated)


This is a preview of a remote PDF: http://www.scielo.br/pdf/rbp/v32n1/aop1309.pdf
Article home page: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_abstract&pid=S1516-44462010000100014&lng=pt&nrm=iso&tlng=en

Valdir de Aquino Lemos, Hanna Karen Moreira Antunes, Ronaldo Vagner Thomatieli dos Santos, Juliana Martuscelli da Silva Prado, Sergio Tufik, Marco Túlio De Mello. Effects of exposure to altitude on neuropsychology aspects: a literature review, Brazilian Journal of Psychiatry, 2010, pp. 70-76, Volume 32, Issue 1, DOI: 10.1590/S1516-44462009005000013